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Confira o salto pioneiro de BASE Jumping no Cânion de Furnas

Um salto pioneiro e único no cartão-postal do mais famoso cânion da região de Capitólio. Muita adrenalina para os amigos Sanner e Ricardo.

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Momento em que Ricardo Augusto salta de BASE Jump e Sanner Moraes faz a extração do seu paraquedas

 Essa recordação é de uma aventura com muitas incertezas e tensão.

Foi a 2º vez que eu tive a experiência de literalmente abrir o paraquedas de um amigo, que saltava de um paredão rochoso, num dos locais mais famosos e encantadores de Capitólio, o Cânion de Furnas.  

O Cânion de Furnas é o cartão-postal dessa região tão buscada no sudoeste de Minas Gerais
Eu e meu amigo Ricardo Augusto, atleta de BASE Jumping estávamos realizando o segundo salto de um projeto que contemplava 3 saltos inéditos na região de Furnas / Capitólio / Serra da Canastra.

Para a realização desses saltos, nós avaliávamos os locais, às vezes, com várias visitas técnica e então, após a decisão do melhor local de saída, eu gerava o acesso a beira do precipício, com técnicas de montanhismo de acesso por corda e fixação de grampos.

O local desse salto inédito, é conhecido como Cânion de Furnas e atualmente também e conhecido como Mirante dos Canyons.

Eu me refiro a ele como "Dream Canyon", porque na minha opinião é o cânion dos sonhos.

O frequento desde 1999, e na história das atividades de aventura deste local eu não só acompanhei como fui um dos pioneiros, na época com a prática de rapel e escalda em rocha.

Wakeboard, barefoot, mergulho de cilindro e highline são algumas das atividades que se desenvolveram ao longo destes anos, mas uma em especial ainda não havia acontecido e eu tive o privilégio e a honra de fazer parte desse pioneirismo. Aliás, após este feito, não se tem nenhum registro que outro atleta tivesse repetido, até porque a área passou a ter exploração comercial e o acesso a esportistas foi interrompido

Mas vamos para a lembrança daquele momento de muita adrenalina.

Após eu criar o acesso à beira, eu me encordei e fui medir a altura real da parede, através de um monóculo a laser.

Foram 55 metros acusados, o que pra um salto de BASE jump é muito baixo, pois não há muito tempo para abertura, navegação e pouso. 

Sanner à beira do paredão de 55m se prepara para fazer a extração do paraquedas de seu amigo.
Para isso, eu assumi uma função de muita responsabilidade e fundamental para saltos de baixas alturas, o PCA, sigla de "Pilot Chute Assit", o que em resumo é a ação de extrair o paraquedas feita por outra pessoa, ao invés dessa função ser feita pela pressão do vento durante a queda livre.

O BASE Jumper Ricardo Augusto pronto para um salto inédito no cartão-postal do Lago de Furnas
O processo de aproximação à beira foi bem tenso, a adrenalina estava altíssima para nós dois.
Nele porque ele estava prestes a se jogar de um precipício e em mim porque ele confiava a vida dele a mim. A vida dele estava literalmente nas minhas mãos.

Foram 2,5 segundos de queda até a abertura do paraquedas apenas 8 segundos para navegar e alinhar para pouso, que foi feito na água. 

Ficamos das 9 horas da manhã até as 4 horas da tarde esperando o vento acalmar.
Por várias vezes quase desistimos e fomos embora. Mas, com muita persistência e otimismo, conseguimos executar com sucesso.

O salto aconteceu em 26/09/2015

Assista ao vídeo completo desta aventura: