Vertical Adventures apresenta

bora ligar o modo on
em nossas aventuras


Publicidade

on adventure

Proteus: entenda como funcionará a estação de pesquisa subaquática

Localizada a 18 metros abaixo da superfície do mar, Proteus tem o objetivo de incentivar a pesquisa farmacêutica.

| ON Adventure -

MISSION-31: Fabien Cousteau passou um mês no habitat submarino Aquarius
O neto do famoso explorador marinho Jacques Cousteau, chamado Fabien Cousteau, tem dado continuidade ao legado da família com a construção de uma instalação de pesquisa de última geração, 18 metros abaixo da superfície do mar.

O explorador nasceu para o mar, aprendeu a mergulhar aos quatro anos e cresceu acompanhando o avô em expedições de pesquisa. Seu avô foi pioneiro em tais espaços na década de 1960, e hoje Fabien planeja continuar esse legado com a construção de Proteus, estação subaquática de pesquisa que pode vir a ser uma das maiores já construídas.

Localizada a 18 metros debaixo dágua em uma área marinha protegida em Curaçao, uma ilha no mar do Caribe, a novidade pode levar até três anos para ser concluída e acomodará 12 pessoas simultaneamente vivendo submersas por semanas possivelmente até meses. 
Exploradores viveram por um mês a profundidades de 11 metros e depois a 25 metros por duas semanas no Mar Vermelho, na Conshelf II
Essa é uma grande evolução para as estações subaquáticas que, no passado, variavam entre o tamanho de uma minivan e um grande ônibus escolar. "A maioria dos habitats foi construído especificamente para uma missão ou conjunto de missões", diz Fabien, que fundou a organização sem fins lucrativos Fabien Cousteau Ocean Learning Center, em Nova York, em 2016. "Eles nunca foram concebidos como uma estação espacial internacional, algo implantado para um longo período de tempo." 

Projeto da estação Proteus é modular para que possa ser expandida conforme as necessidades
O projeto recebeu o nome de Proteus, o deus do mar primordial grego, que era conhecido por ser detentor do conhecimento e poderia assumir formas diferentes. A inspiração do projeto parte disso. A grande maioria dos oceanos permanece inexplorada, e o habitat é projetado para ser modular, de forma que possa ser reformulado e expandido de várias maneiras. Isso permitirá inúmeras possibilidades de pesquisa, que vão desde a descoberta de medicamentos à produção sustentável de alimentos e mudanças climáticas.

Com a construção da Proteus, Fabien continua a tradição da família. Seu avô ajudou a desenvolver um dos primeiros habitats desse tipo, conhecido como Conshelf, em 1962, uma estação para duas pessoas localizada a cerca de 11 metros abaixo da superfície da costa de Marselha, na França. Esse projeto foi seguido pelo Conshelf II, um espaço onde exploradores viveram por um mês a profundidades de 11 metros e depois a 25 metros por duas semanas no Mar Vermelho. Uma série de projetos semelhantes foram executados pelo mundo nas duas décadas seguintes, mas hoje existem poucos e a maioria é herança dos anos 1970 ou 1980. 

Design conceitual do habitat submarino Proteus foi em parte inspirado pelas estruturas de corais
Outro aspecto dessa tradição é que a Proteus incluirá uma instalação de produção de vídeo, capaz de transmitir a partir do oceano em resolução de 16K. Fabien espera que seja uma versão moderna dos especiais de TV dos quais seu avô foi pioneiro e que inspirou gerações de exploradores marinhos a partirem para a pesquisa de campo.

O interesse particular do projeto é incentivar a pesquisa farmacêutica e a descoberta de medicamentos. O FDA aprovou 12 medicamentos de origem marinha desde 1969, segundo um levantamento mantido por Alejandro Mayer, professor do departamento de farmacologia da Universidade Midwestern, em Illinois. Isso inclui compostos que tratam câncer, dor e herpes, derivados de vários peixes, esponjas do mar e outros animais marinhos. Atualmente, existem mais de 20 produtos farmacêuticos de base marinha em desenvolvimento clínico.

Fonte: Forbes

Mais notícias


Publicidade