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Santa Casa de Poços de Caldas tem prejuízo de R$ 700 mil ao mês

Instituição pede ajuda a autoridades e ao estado para manter funcionamento

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Em dificuldade para manter os atendimentos, a Santa Casa de Poços de Caldas corre riscos se não receber mais investimentos. Segundo a diretoria administrativa, a falta de dinheiro afeta a estrutura e também os recursos humanos, visto que a demanda por atendimentos é alta, mas não há profissionais suficientes para atendê-la.

O déficit no caixa da instituição chega a R$ 700 mil a cada mês. Preocupada, a Santa Casa enviou ofício à Câmara de Vereadores, autoridades estaduais e municipais, além do Ministério Público, explanando a situação e pedindo investimentos.

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A fim de amenizar a situação, algumas medidas já foram implantadas. Desde junho, pacientes crônicos, que permanecem mais tempo internados, estão sendo transferidos para a Santa Casa de Caldas.

Para se resguardar, a Santa Casa de Poços afirmou que vai registrar boletim de ocorrência toda vez que chegar um paciente que não se enquadre nos critérios da rede de urgência e emergência. Ainda, não foi descartada a possibilidade de redução dos serviços não emergenciais.

Segundo Ricardo Sá, superintendente da Santa Casa, há uma grande defasagem nos valores pagos pelo SUS. Além disso, o hospital atende acima da capacidade. “São cerca de 880 diárias/mês de pacientes, mas nosso contrato é de 600. Então, temos quase 300 diárias a mais extrapoladas e ainda por cima toda tabela defasada”, diz.

Ainda de acordo com Sá, todas as medidas urgentes tomadas são para manter a sobrevivência do hospital. “Temos uma tabela SUS que remunera entidades filantrópicas que está congelada há 15 anos sem nenhum reajuste. Tudo isso prejudica as entidades, porque os aumentos continuam existindo, a inflação continua existindo, os reajustes salariais continuam existindo. No entanto, a gente não tem o repasse devido proporcional àquilo que os hospitais fazem pela tabela SUS”.

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Ele também explica que há uma redução no quadro de profissionais de enfermagem e reconhece que esta situação ocorre por causa de baixos salários. “Hoje a gente paga o menor salário da cidade. Então, temos defasagem salarial da categoria de enfermagem em relação aos outros hospitais. O que ocorre é que as pessoas estão indo aos outros hospitais ao invés de ficar aqui”, revelou o superintendente.

O secretário municipal de Saúde, Carlos Mosconi, tem conhecimento da situação. “Enviei um ofício ao governador de Minas Gerais e ao Ministério da Saúde, em 31 de maio, relatando essa situação e pedindo alguma solução, alguma ajuda”, diz.

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O secretário informou ainda que se reuniu com secretários de municípios vizinhos para que haja uma ampliação de leitos nessas localidades a fim de desafogar os atendimentos na Santa Casa de Poços de Caldas.

“Todos eles entenderam, inclusive algumas medidas já foram propostas na reunião. A situação é complexa, difícil e demanda uma solução de ordem regional. Não é o problema de um hospital, nem é o problema de uma cidade. É um problema de uma região inteira”, disse Mosconi.

O que diz a SES-MG 

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Segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), foi repassado ao Fundo Municipal de Saúde de Poços de Caldas mais de R$ 3,8 milhões destinados integralmente à Santa Casa.

O Valora Minas é o programa de política de atenção hospitalar do governo de Minas Gerais que vincula repasses de recursos a resultados assistenciais que podem ser medidos.

A presidência do Conselho Municipal de Saúde afirmou que fez a análise dos gastos do pronto-socorro a pedido do hospital e da prefeitura. A sugestão, conforme o conselho, era de que fossem feitos dois contratos: um para o pronto-atendimento e outro para as UTIs adulto e pediátrica.

O conselho afirmou, ainda, que a comissão não concorda com a assinatura de um contrato até que as duas instituições estejam de acordo com os valores.

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