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Setor de eventos registra prejuízo com quarentena da covid-19

Festas e eventos estão sendo cancelados e com isso, setor está sem faturar

| ACidadeON/Araraquara

Setor de eventos registra prejuízo durante quarentena da Covid 19 em Araraquara 
Festas e confraternizações estão sendo canceladas e remarcadas, o que vem acumulando prejuízos e demissões. Desde que os decretos - estadual e municipal - que determinam a quarentena entraram em vigor, em março, o setor de eventos está completamente paralisado e sem qualquer previsão de normalização.  

Festas foram suspensas, encontros corporativos remarcados e formaturas precisaram ser adiadas em um centro de eventos, no bairro Campus Ville, próximo à unesp. O último trabalho realizado foi no dia 14 de março e de lá pra cá, o empresário Ariovaldo Luis Duarte, tem acumulado prejuízos, que ainda são contabilizados. Segundo ele, parte do quadro de profissionais já foi desligado. 

"Maior prejuízo é de novos contratos que deixam de ser fechados com datas precisas, como festas de casamentos, e eventos corporativos, já que com a crise as empresas deixam de realizar eventos corporativos. Parte do nosso quadro de funcionários entramos com aquele sistema oferecido pelo governo - com redução de 50% do salários e das horas trabalhadas. E uma parte desse quadro foi demitido e talvez tenhamos que demitir outros funcionários que ficaram. O prejuízo é enorme", ressalta Ariovaldo.  

Além da locação do centro de eventos, o empresário também é responsável pela execução das festas e encontros, mas tudo está parado. 

"A gente estava em final de temporada e precisamos adiar alguns eventos para junho e julho, mas, talvez, tenhamos que modificar essas datas novamente. Os demais eventos foram cancelados e a empresa está parada desde a metade do mês de março", afirma.  

Sem festa e consequentemente sem comida.O prejuízo também atingiu os buffet, como da empresária Helena Marcondes, que logo na primeira semana do decreto teve cinco eventos cancelados. Diante deste cenário, ela precisou demitir dez funcionários.
 
"Não tem como trabalhar, pois ninguém quer fazer festa e as pessoas também não vão, pois é para evitar aglomeração.   

Festa é aglomeração e, por isso, acho que esse foi o primeiro segmento a parar e deve ser o último a retornar. Eu não sei até quando conseguimos nos manter e já mandei metade dos funcionários embora", conta Helena.  

A alternativa da empresária tem sido a loja que mantém no centro da cidade,mas funcionando apenas com o sistema de delivery, o prejuízo já gira em torno de 50%.  

"Eu já passei por todas as fases, como mudanças de planos e falta de mercadoria, mas igual a essa eu nunca vi. A gente tem medo de trabalhar e ficar doente, mas também tem o medo de fechar, de falir", destaca.  

Por outro lado, há quem consiga driblar a crise, como o organizador de eventos Cacá Esteves. Os esforços neste momento estão voltados para reagendar o que já estava marcado. A maioria ainda para este ano, mas alguns vão ter que esperar até o ano que vem. 

"O cancelamento não está acontecendo em grande escala, ainda. Até porque ninguém tem previsão de nada. Aliás, há a possibilidade de reagendar os eventos ainda para 2020 e poucos ficaram para 2021. O trabalho mais maçante agora é a gente conseguir conciliar que todo o time de fornecedor possa fazer parte do evento já contratado. Esse é o problema maior. Mas a empatia e a colaboração de todos vem ajudando os contratantes", afirma.

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