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Número de animais resgatados pelo Corpo de Bombeiros cresceu 34%

Em 2019 foram 666 animais resgatados, uma média de quase dois animais por dia.

| ACidadeON/Araraquara

Tamanduá é resgatado pelos Bombeiros
O número de animais resgatados pelo Corpo de Bombeiros de Araraquara cresceu 34% no ano passado, se comparado ao mesmo período de 2018.  

Em 2019 foram 666 animais resgatados, uma média de quase dois animais por dia. Entre as espécies mais comuns estão os saruês, ou gambás, tamanduás, serpentes, aves e jaguatiricas. Outro dado importante mostra que o número de animais resgatados aumenta durante o período de queimadas, que vai de maio a outubro.  

Arisco, o pequeno saruê, ou gambá como é popularmente conhecido, foi resgatado de dentro de um ônibus, numa garagem no jardim tamoio, as margens da rodovia Washington Luís, em Araraquara. 

O resgate na manhã de hoje foi apenas mais um realizado pelo corpo de bombeiros. Que viu o número de ocorrências desta natureza crescer 34% em um ano na cidade.  

Em 2018, 495 animais foram resgatados. No ano seguinte, saltou para 666. Uma média de quase dois animais por dia. "A gente consegue verificar que a incidência maior desses animais está nas áreas rurais e nas áreas de interface entre área urbana e rural. Toda vez que se faz um novo condomínio ou loteamento, a incidência nessa região aumenta bastante, pois a gente acaba desalojando esses animais", explica o tenente do corpo de bombeiros, Gustavo Domingos.   

Tamanduá é resgatado pelos Bombeiros

Entre os animais mais comuns estão os saruês, ou gambás, tamanduás, serpentes, aves e jaguatiricas.
De acordo com Domingos, o efetivo direcionado para ocorrência depende do porte do animal, que geralmente é devolvido logo em seguida, para a natureza.  

"Verificado se é o caso do Corpo de Bombeiros intervir, ele vai até o local e verifica os meios necessários para a remoção e condução desse animal. De acordo com o porte, ocorrência ou necessidade, a gente calcula os equipamentos e o efetivo necessário. Os gambás, animais mais comuns, vão dois homens em uma viatura para realizar essa captura. Entretanto, se for uma onça, ou que estiver em algum outro local, a gente calcula e acaba mandando muito mais pessoas, com isolamento e equipamentos diferentes, além de veterinário, de acordo com o tamanho do animal".  

Outro dado importante mostra que o número de animais resgatados aumenta durante o período de queimadas, que vai de maio a outubro. Em 2018, foram 271 animais, já no ano passado foram 287. "Os animais fogem daquele ambiente que esta sendo danificado e acaba indo para as áreas urbanas, pois está fugindo do perigo".  

Além do corpo de bombeiros, polícia ambiental e centro de zoonose também atuam no resgate de animais em risco ou quando oferecem risco. Nestes casos, o primeiro tenente do corpo de bombeiros, Gustavo Domingos, orienta.  

"Se você se deparar com qualquer animal silvestre em área de mata nativa e de proteção ambiental ou em seu quintal. Procure apenas olhar e admirar, desfrute desse privilégio que você tem de ver esse animal. Caso necessite, acione o Corpo de Bombeiros via 193, mas evite tentar passar a mão nesse animal, se aproximar ou dar alimento para ele, pois qualquer ferimento pode causar um grande transtorno. A pessoa irá precisar de ajuda médica e tomar algumas vacinas. Se ele estiver no ambiente natural dele, deixa que ele irá voltar para aquele ambiente, para a região que ele vive", finaliza.  



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