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Apoiadores são vistos como 'arma' no combate à dengue

Eles ajudam a limpar a cidade e recolhem entulhos jogados nas ruas; em janeiro Araraquara teve 19 casos de pessoas doentes, em 2019 neste período já eram 2,5 mil

| ACidadeON/Araraquara

Apoiadores no combate a dengue trabalham ajudando na limpeza de Araraquara (Foto: Divulgação)

A contratação de agentes de combate à dengue é um dos fatores que está contribuindo para o combate eficaz da doença neste ano, na opinião de Rodrigo Ramos, coordenador de Vigilância em Saúde. Em janeiro, Araraquara registrou 19 casos da doença, enquanto no mesmo período do ano passado foram 2,5 mil casos. 

Segundo Ramos, o plano de ações de combate, que foi lançado no ano passado, tem ajudado a incidência do mosquito diminuir.  

"Este pessoal tem retirados toneladas e mais toneladas de materiais descartáveis que servem de criadouros do Aedes em várias regiões da cidade, incluindo áreas da periferia e de preservação permanente", afirma Ramos.  
 
Outro destaque feito pelo coordenador são as ações de rotina dos agentes de Controle de Vetores da Vigilância Epidemiológica, que têm feito os trabalhos de casa em casa, incluindo a extensão do horário do expediente, das 16h30 às 19h30, para visitar imóveis de pessoas que trabalham durante todo o dia. 

Ramos, que deu entrevista para o programa 'Canal Direto, da Prefeitura, também destacou a instalação das 920 armadilhas antidengue na cidade, para identificação de bairros com maior infestação do Aedes Aegypti, mosquito causador da dengue e também da febre amarela, zika e chikungunya.

As fêmeas capturadas pelas armadilhas serão analisadas em laboratório da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e a identificação do vírus da dengue nesses mosquitos possibilita maior agilidade nas operações de combate à doença e aos criadouros.

Atenção 
Ramos ressalta a necessidade de a população mudar os hábitos de descarte de inservíveis nas áreas públicas ou em terrenos baldios privados e mal conservados. Isso é feito mesmo a Prefeitura tendo os serviços cotidianos de coleta de lixo ao menos três vezes por semana, dependendo do bairro.

Normalmente, após alguns dias da retirada desse material pelo pessoal de apoio, novos inservíveis são depositados nos mesmos locais dificultando as ações contra os criadouros.

"É preciso entender o que leva um cidadão a descartar lixo doméstico em terrenos em frente à sua casa ou em matas que protegem o meio ambiente, que além de atrair o mosquito também atraem ratos, baratas e escorpiões", enfatiza. 

Apesar da falta de maior conscientização sobre o descarte irregular, o coordenador de Vigilância em Saúde acrescenta que a expectativa é que os casos de dengue registrados agora caiam ainda mais até abril. "E que a partir desse período Araraquara interrompa o registro constante da doença, fato que não ocorre há cinco anos".