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Família diz que aposentado estava com as plaquetas baixas

Homem de 75 anos morreu e a principal suspeita é que tenha sido em decorrência da dengue; Prefeitura aguarda exame para comprovação

| ACidadeON/Araraquara

No ano passado Araraquara registrou mais de 23 mil casos de dengue (Foto: Divulgação/Prefeitura)
 
A família do aposentado José Aparecido Hermínio Fausto, de 75 anos, diz que antes de ser atendido no hospital, ele já tinha feito um exame que diagnosticou as planquetas baixas, um dos indícios de dengue. O homem morreu na última segunda-feira (9) e a principal suspeita é que sua morte tenha sido em decorrência do vírus, que é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti.

As plaquetas são células essenciais para a coagulação do sangue. Os anticorpos que o organismo produz para combater a dengue podem destruir as plaquetas. Uma pessoa saudável tem entre 150 e 450 mil plaquetas. Uma pessoa com dengue as plaquetas podem ficar abaixo de 20 mil, nível perigoso, com risco de sangramento.  

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"Ele foi para o 24 horas dirigindo, mas se sentindo muito fraco, antes disso, ele tinha pago um exame que tinha mostrado as plaquetas baixas. No hospital começou a piorar e foi para a UTI [Unidade de Tratamento Intensivo] e tudo aconteceu muito rápido. Ele era saudável e por isso estamos todos muito assutados", diz Claudenise Perruci Soler Silva, filha de José Aparecido. 

O aposentado era morador do Jardim das Estações e a filha diz que na vizinhança quase todo mundo já pegou dengue, por isso, o clima é de medo. "Eu já peguei, meu filho já pegou, minha mãe pegou dengue duas vezes. No nosso quarteirão é crítico e tem casas que a Prefeitura tem dificuldade para entrar e fazer a vistoria", diz ela.  

No ano passado, Araraquara teve uma epidemia de dengue. Foram registrados mais de 23 mil casos, com cinco mortes. A região da Vila Xavier foi uma das com mais casos. 

A suspeita de morte do aposentado José Aparecido Hermínio Fausto foi confirmada tanto pela Secretaria Municipal da Saúde quanto pelo Hospital São Paulo, onde ele estava internado.  

Em nota, o Hospital São Paulo afirmou que foi realizada toda a assistência ao paciente durante a internação. O corpo do paciente foi encaminhado para o Serviço de Verificação de Óbito (SVO) para confirmar o diagnóstico.  

A Secretaria Municipal da Saúde, em nota disse que lamenta. Mas, lembra que o caso ainda é tratado como suspeito. "É necessário aguardar o resultado do exame de sorologia encaminhado para o Instituto Adolfo Lutz de São Paulo, que deve sair em 10 dias", reforça ela.



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