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Psicóloga fala sobre os cuidados do isolamento social

Naiara Mariotto fala sobre o que o isolamento pode causar e as alternativas para reduzir o estresse

| ACidadeON/Araraquara

Naiara Mariotto fala sobre o que o isolamento pode causar e as alternativas para reduzir o estresse (Redes Sociais)
O Covid-19 modificou o dia-a-dia das pessoas. Para evitar a transmissão do vírus, o comércio está fechado, as opções de lazer foram suspensas, e o movimento fique em casa se fortaleceu. Entretanto, ficar dentro de casa pode ocasionar um isolamento social e por isso, requer cuidados.  

De acordo com a psicóloga Naiara Mariotto, quando a China teve um surto de Sars, em meados de 2002, pesquisadores fizeram um estudo apontando que, quando as pessoas têm um distanciamento superior a dez dias, elas passam a ter um nível de estresse muito grande.  

"Nós, seres humanos, não conseguimos ficar mais de dez dias equilibrados, no período de distanciamento. Nosso cérebro ativa como se fosse uma guerra e isso dá uma liberação muito grande de cortisol, que é o hormônio do estresse. A pessoa começa a apresentar medo, nervosismo e ansiedade. Elas começam a ficar inquietas e irritadas dentro de casa, porque mudou a rotina que estávamos habituados. Ficamos perdidos, com necessidade de se adaptar à nova rotina", explica.  

Ainda de acordo com a psicóloga, o isolamento leva a pessoa ao medo, agindo na área das emoções, deixando de trabalhar mais na lógica ou razão.
A pessoa fica com um medo irracional, tendo pensamentos catastróficos, pensando que irão pegar a doença de uma maneira fatal. Elas passam a acreditar que irá faltar alimentos e álcool em geral, por exemplo, e passam a estocar esses produtos.  

"Outras pessoas, vendo o comportamento desse pessoa, acreditam que esse é o ideal a se fazer e começa a repetir isso. É preciso tomar cuidado com esse medo irracional, pois são eles que nos levam a esses pensamentos catastróficos e determinados comportamentos que passam a fazer mal pra gente. Como o tédio, que apresenta um vazio em nós, e preenchemos de uma forma muito ruim, que é a compulsão", ressalta. 

Atualmente, segundo Naiara, duas compulsões vem sendo apresentadas neste cenário: da compra online - onde o número de contratações vem crescendo para dar conta da demanda - e compulsão por comida.  

"A pessoa nesse nível de estresse libera tanto cortisol que passa a ter compulsão por doces e consumir em excesso esse açúcar. A pessoa vai inflar seu organismo e entrar para o grupo de risco, pois são alimentos que alteram sua pressão e seu índice de insulina", destaca. 

Naiara afirma ainda que é preciso manter a calma dentro do possível, fazer uma reconstrução interna e buscar uma nova rotina dentro de casa, para a própria segurança das pessoas.

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