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Risco de doenças respiratórias demanda cuidados redobrados

Pneumologista explica o que tem causado epidemias pelo país, como a do vírus Influenza

| ACidadeON/Araraquara -

  

População deve se atentar e redobrar os cuidados contra a gripe (Foto: Pixabay)

 

 

 

 

 Desde a chegada da pandemia de coronavírus no cotidiano dos brasileiros, uma parcela da população deixou de lado os cuidados necessários contra outros vírus respiratórios, resultando, por exemplo, na queda da vacinação contra a Influenza. 

Segundo o pneumologista Flávio Arbex, esse cenário causou surtos das doenças comprovadas em diversas cidades, sinalizando a necessidade de redobrar os hábitos de segurança contra todas as enfermidades virais. 

"Recentemente, tivemos o surgimento do vírus circulante H3N2 (Darwin), uma variante da Influenza que assolou primeiramente os habitantes do Rio de Janeiro. Fator que deve ser considerado quando falamos desse ponto específico da pandemia, pois é mais comum que surtos respiratórios ocorram primeiramente em lugares turísticos, já que se trata de hubs de passageiros que chegam do hemisfério norte, onde é inverno", explicou Arbex. 

Diante desse cenário, o especialista ressalta que tem havido discussões sobre a possibilidade de vacinar primariamente essas regiões do país como uma importante forma de proteger o restante da população contra esses tipos de doenças, como tem ocorrido com a gripe, que se dissemina rapidamente por se tratar de um vírus de transição respiratória. 

"Lembrando que embora as restrições contra a covid-19 tenham diminuído, é imprescindível que as pessoas continuem praticando o isolamento social quando necessário, assim como o uso de máscaras e as medidas de higiene pessoal como lavar as mãos com frequência, a utilização de álcool gel e proteger a boca com o cotovelo ao tossir ou espirrar", orientou o pneumologista. 

As vacinações contra a gripe e o coronavírus são essenciais, mas o autoisolamento diante de qualquer sintoma gripal, especialmente em pessoas pertencentes aos grupos de risco, também é uma precaução imprescindível.  

"Esses indivíduos (idosos, crianças e imunossuprimidos) ainda devem receber o tratamento adequado com antivirais nas primeiras quarenta e oito horas após o início dos sintomas a fim de fortalecer o organismo na luta contra o vírus", pontuou o médico.


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