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Matão vai pedir no MP-SP liberação de bares durante a noite

Na cidade, o Ministério Público permite que bares e restaurantes podem funcionar apenas até as 17h; prefeito defende direitos iguais à Araraquara

| ACidadeON/Araraquara

 

Matão emitiu novo decreto regulamentando o funcionamento do comércio (Foto: Amanda Rocha)

Os estabelecimentos comerciais de Matão passam a funcionar por seis horas a partir desta quinta-feira (30). A ampliação do horário faz parte da nova fase que a cidade se encaixa, no Plano São Paulo de Flexibilização. Assim como Araraquara, Matão está na fase amarela. 

As regras do novo decreto permitem que as lojas do comércio abram por seis horas, com atendimento das 12h às 18h. Os bares e restaurantes também devem podem abrir por mais tempo, mas apenas durante o dia, até as 17 horas. 

De acordo com o prefeito Edinardo Esquetini (PSB), o Ministério Público não autoriza os bares e restaurantes de Matão a funcionarem no período da noite, o que está causando uma situação de desconforto entre os empresários.

"Por isso, a Prefeitura deve entrar com pedido na Justiça solicitando a abertura dos bares e restaurantes em período noturno, assim como acontece com Araraquara, que também está na fase amarela. Lanchonetes que vendem almoço estão liberado, porém, os estabelecimentos com vida noturno não estão podendo funcionar. O que questionamos o Ministério Público é que se estamos na fase amarela, como Araraquara, porque para cada um é um critério? É a população que nos cobra", afirma Esquetini. 

Outra alteração na flexibilização é sobre a permissão de entrada de crianças menores de 12 anos em estabelecimentos comerciais, assim como idosos e pessoas com comorbidades durante o expediente nos comércios. 

"Não tem mais horário separado para estas pessoas, agora, elas devem fazer as compras junto com os demais", explica. 

As academias também voltam a funcionar num período de seis horas. Segundo Esquetini, algumas, inclusive, devem funcionar com recurso a mais de segurança. 

"As academias voltam com uma restrição grande, com todo um protoloco sanitário bem rigoroso. Para ter uma ideia, tem academia na cidade que colocou divisória de acrílico", explica. 

O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Matão (Sincomercio), Antonio Geraldo Giannini, acredita que a partir de agora as coisas melhorem. 

"Tivemos algumas lojas que fecharam as portas, mas muitas outras dependendo da venda daqui para frente para se reerguer e continuar na ativa", diz ele. 

O comerciante do ramo de calçados, Sérgio Squisatti está otimista. Ele diz que no período da pandemia as vendas caíram até 80%, mas acredita que a situação será parcialmente revertida com a flexibilização.  

"Esperamos aumentar as vendas em 50% a partir de agosto e em 90% até o final do ano, comparando com o começo da pandemia", finaliza.

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