Aguarde...

ACidadeON

Voltar

cotidiano

Saiba quem foi condenado e absolvido por matar sargento da PM na casa do padre

Três acusados foram submetidos a Júri popular, em Matão

| ACidadeON/Araraquara

Atualizada às 09h58, do dia 9 de agosto de 2019
   
O Tribunal do Juri de Matão reconheceu, já na madrugada desta sexta-feira, depois de 15 horas de julgamento, que os réus Édson Ricardo da Silva, o Banana, e Luiz Antônio Carlos Venção tiveram participação no homicídio e na extorsão diante do padre Edson Maurício. Já Diego Afonso, o Cocão, foi condenado pela extorsão e absolvido do crime de assassinato. [veja abaixo as penas e também as análises da Promotoria e dos advogados de defesa]. 

Esse era um dos julgamentos mais aguardados dos últimos tempos na região durou quase 15 horas, entre a manhã desta quinta-feira (8) e a madrugada desta sexta-feira, (9), no Fórum de Matão. Três homens eram acusados de envolvimento na morte do sargento da Polícia Militar, Paulo Sérgio Arruda, de 43 anos. O militar que era integrante da Força Tática de Araraquara morreu na casa de um padre que era extorquido pelo trio. O crime foi no dia 19 de fevereiro de 2018, no Residencial Olivio Benassi, na casa paroquial em Matão.  


Sargento Arruda, da PM, morreu ao ser baleado
O pm foi ao local com outros três militares [todos no horário de folga] para ajudar o padre Edson Mauricio, de 51 anos, que estava sendo vítima de extorsão [ele tinha sido filmado pelos réus mantendo uma relação intima com um deles]. Ao todo, 15 pessoas foram intimidadas para dar testemunho perante o juiz Ricardo Domingos Rinhel. Algumas, no entanto, acabaram dispensadas em juízo. O conselho de sentença foi formado por quatro mulheres e três homens.     

Edson 'Banana' foi condenado a 24 anos, 11 meses e 10 dias de prisão - sendo 17 anos e seis meses por homicídio, 7 anos e 9 meses por extorsão, além de 2 meses e 10 dias por ameaça.
 
Venção cumprirá pena semelhante, de 24 anos, 6 meses e 32 dias - sendo 16 anos, 9 meses e 18 dias por homicídio, 7 anos, 9 meses e 18 dias por extorsão. Para ambos os casos, os réus deverão responder em regime fechado.

Já Diego 'Cocão' terá uma pena menor, pois foi condenado apenas pelo crime de extorsão - de 5 anos, 4 meses de reclusão, 18 dias multa. Por ter cumprido uma parte da sentença em regime fechado, agora, Cocão poderá responder em liberdade e já deixou o sistema prisional.  
 
Análise da Promotoria e dos advogados de defesa  

O promotor Cleber Pereira Defina, que representou ao Ministério Público, acredita que a Justiça foi feita, ou seja, foram condenados os acusados da extorsão, além do responsável pelo homicídio e o coparticipe. "O julgamento é feito publicamente, com isso, o Tribunal de Justiça, o Ministério Público e todos os intervenientes estão proclamando a população que aqui em Matão a gente ainda tem Justiça. A gente sabe que o Brasil, às vezes, tem uma Justiça meio complicada, morosa, muitas vezes que brinca com a impunidade e hoje não foi isso que aconteceu", enfatiza o promotor relacionando a Justiça com o fundamento da paz.

Para o advogado Wesley Martins, defensor de Diego Cocão [condenado pela extorsão e absolvido no crime de homicídio], o resultado da sentença foi mais do que justa, foi esperada. "Os jurados entenderam de forma justa e correta que o Diego teve pouca participação, que era uma pessoa que tinha sido induzida pelos demais réus e a gente conseguiu fazer com que o Diego saísse hoje", diz o advogado ressaltante que Cocão já teve o alvará de soltura expedido e, desde essa madrugada, já cumprirá o restante da pena em liberdade.

Já o advogado Luiz Vicente Penna, que defendia Edson Banana, e Luiz Venção, condenados pelos dois crimes [homicídio e extorsão], acredita que a condenação teve circunstâncias pessoais que podem acarretar a nulidade da decisão. A defesa também já entrou com recurso de apelação no Tribunal de Justiça, em São Paulo, para sustentar oralmente de que a decisão dos jurados foi contrária aos autos, haja vista de que não havia provas periciais.

"Vamos entrar também com um HC [ou Habeas Corpus, que trata-se de uma ação judicial com o objetivo de proteger o direito de liberdade de locomoção lesado ou ameaçado por ato abusivo de autoridade] e também levar o julgamento só para São Paulo. Ou seja, deixar transitar em julgado o processo por aqui e entrar com revisão criminal [deixa de ser julgado por jurados e vai ser analisado por desembargadores]", destaca Penna, questionando o fato da Promotoria ter aberto mão da réplica e tréplica durante o debate.

Acompanhe abaixo o tempo real do julgamento:  

Começa o julgamento do caso Arruda, em Matão (Foto: ACidadeON)
Testemunho do padre

A pedido da testemunha, o padre Edson Maurício, os três réus foram retirados do plenário para que o sacerdote desse seu depoimento. Ao Ministério Público, o padre contou sobre a extorsão e o pedido de R$ 60 mil para que o vídeo dele mantendo uma relação sexual com Banana não fosse divulgado. A ideia é que cada um dos réus ficasse com R$ 20 mil.

Edson Maurício manteve a versão de que a chave da casa foi furtada. Afirmou, ainda, que no dia da morte do sargento Arruda, os três réus entraram na sala [o que não tinha ficado claro, até então]. Banana estava armado com um revólver e foi quem puxou a fila. Em segundos, houve a troca de tiros e a fuga. Perguntado se teria possibilidade dos outros dois réus não terem visto a arma na mão de Banana ele foi taxativo: impossível.  

Padre Edson Maurício
Em depoimento, o padre contou que a extorsão teria durado 15 dias e ficou assustado porque não tinha o dinheiro. Por isso, pediu empréstimo para amigos e tirou as economias do banco. Diante dos jurados, Edson Maurício afirmou que não conhecia os acusados, nem mesmo Banana que já o tinha visto por duas vezes. Tanto que no dia combinado, Banana teria lhe dado um aviso: "Se tiver armadilha eu vou atirar".

Ao advogado Wesley Martins, que representa Diego Afonso, o Cocão, o padre voltou a dizer que não conhecia os réus e que Banana foi quem entrou na casa com a arma em punho. Ao defensor de um dos réus, o padre contou ter refletido e, hoje, jamais faria da mesma maneira. "O que eu queria era evitar a exposição na imprensa, aconteceu, então, faria diferente", diz ele informando que se pudesse voltar atrás teria chamado a polícia de maneira oficial.  

Vídeo mostra padre e acusado de matar sargento da PM
Na sequencia, o advogado Luiz Vicente Penna, que representa Edson Banana, e Venção, fez questão de lembrar Edson Maurício que o "senhor é um religioso e tem que falar a verdade". A linha de entendimento da defesa era mostrar que havia falhas no depoimento do padre. Tanto que logo pergunta se a casa tinha portão elétrico; ele nega e diz que quando teve a chave furtada, trocou as fechaduras. "Como ele entrou na sua casa se o senhor trocou a chave?" O padre, então, desconversa e não responde.

Penna chegou a ser mais incisivo: "Eu vou falar com o senhor como eu falo com minha filha de 3 anos. Como ele entrou na casa do senhor"? Edson Maurício respondeu dizendo que Banana entrou com ele pelo portão social e os demais teriam pulado o muro, ainda que o advogado reforce que a casa tinha cerca elétrica.

O advogado de Banana fez outros questionamentos: "Se o senhor tinha o dinheiro e ia pagar a extorsão, porque levar um batalhão pra sua casa?" Edson Maurício diz que não sabia que eles (pms) iam, que foi uma oferta do amigo garagista. Penna, então, sobe o tom durante o depoimento: "Se o senhor não sabia, como o senhor explica mensagens no whatsapp em que você diz estar preocupado com armas dentro da sua casa?" O padre, de novo, desconversa.  

Padre Edson Maurício, de Matão
Pouco antes, Edson Maurício tinha dito que Venção e Cocão tinham pulado o muro, por isso, o advogado de defesa quis tirar uma duvida: "se as fechaduras foram trocadas e somente o portão social foi aberto como eles entraram na garagem com duas motos?" Diante dos jurados, o padre alegou que não lembra. O que ele sabia era que dois carros saíram de Araraquara para ajudá-lo, em Matão.

Nesta linha, o advogado também questionou Edson Maurício sobre o que os pms iriam fazer na casa paroquial, haja vista que pagar a extorsão não seria possível. O padre alegou ter sido convencido pelo amigo garagista de que os policiais militares dariam um susto.  


Sobre a sindicância

Responsável pela sindicância interna, que apurou a postura dos pms no horário de folga, o capitão Richard Souza, ligado ao Batalhão de Araraquara, informou que a conclusão do relatório apontou transgressões disciplinares. Segundo ele, o procedimento padrão é que se um PM recebe a comunicação de um crime estando de folga ele precisa ligar 190 e relatar o fato. Quando isso não é feito trata-se de uma infração leve. O capitão também negou que os militares estivessem em posição de ataque.

Ele os conhecia

Um dos envolvidos na investigação, o policial civil Audrei, de Matão, contou que Banana e Venção eram antigos conhecidos da polícia e, três dias antes do assassinato do sargento Arruda, eles foram detidos com três porções de maconha. Além disso, eram suspeitos de envolvimento em roubos em Araraquara e São Carlos. Para ele, Banana é plenamente capaz de matar, pois ele é sempre o cabeça dos crimes.  


PM viu tudo

Os três policiais militares que acompanharam o sargento Arruda também prestaram depoimento no Tribunal do Júri. O primeiro deles foi um cabo, que atuava no Canil. Ele contou que quando o Arruda caiu baleado, o amigo, outro Cabo da PM, ficou fazendo massagem cardíaca, enquanto eles tentavam puxar o sargento para socorrê-lo, mas tiveram dificuldade devido ao peso do corpo. Ele também refutou a hipótese de fogo amigo, pois ficaram atrás do sargento a todo o momento. "Nós éramos muito amigos, éramos como irmãos. Impossível o tiro ter vindo de um de nós, mesmo porque estávamos atrás dele." 
 
Nada demais

Um subtenente da PM, que, na época, ainda era sargento, não trouxe muita novidade aos depoimentos no Fórum de Matão. Ele contou que topou sair para comemorar uma absolvição de Arruda sobre um processo que respondia na Justiça militar. Ainda aceitou ajudar o padre, mas só descobriu ser em Matão no caminho. Ele não viu nada dentro da casa, pois era o militar que ficou fazendo a ronda externa com o carro.  


Cocão era boa gente

A defesa levou duas testemunhas para mostrar que Diego, o Cocão, era uma boa pessoa. Luan Rodrigues, dono de uma lanchonete, afirmou que Diego era um funcionário de confiança e ótima pessoa. Já Vivian Fabiana da Silva trabalhou com ele em uma empresa por quatro anos e disse que ele fazia tudo corretamente.  
 
Testemunho do Banana

Édson Ricardo da Silva, o Banana, é apontado pela polícia como o autor do tiro que matou o sargento Arruda, e seu testemunho era um dos mais esperados. Ao contrário do que se imaginava, ele negou ser o atirador. Confirmou ter entrado na casa e, ao contrário das outras versões, encontrou um homem, encapuzado e com arma cromada que pediu o CD com as imagens do relacionamento do padre. Em depoimento, afirmou ter dado o CD e ido embora.

Banana saiu, chamou os meninos que estavam na garagem e foram embora com as motos, mas quatro casas depois teriam ouvido estampidos semelhantes a tiros. Chegou a ligar para o padre perguntando o que tinha acontecido e ele desesperado teria afirmado que não poderia falar naquele momento e desligou. Sem estar preocupado, usou drogas e voltou para casa. Só no dia seguinte soube do assassinato do policial militar. Ele também falou sobre a extorsão.
Edson Ricardo da Silva, o Banana, é acusado de ter matado o sargento (Arquivo/ACidadeON)
"Eu pedi o dinheiro com a intensão dele dizer que não tinha e, então, se afastaria de mim. Pedi sabendo que não ia dar", conta Banana deixando claro que os colegas não tinham envolvimento na extorsão. "Fiz sozinho." Questionado se ele tinha algum afeto pelo padre Edson Maurício, Banana foi taxativo: "Saia com ele para pegar dinheiro e usar drogas", afirmou o acusado que, na época, devido ao vício, era bem mais magro. Pressionado se estaria tentando enganar o júri, Banana também negou estar mentindo. "Não. Eu extorqui o padre sim, mas não vou pagar por um erro que não cometi", diz ele sobre o assassinato do sargento .

A Promotoria ainda perguntou para Banana por que ele falou em um primeiro depoimento que atirou e, agora, afirma que não estava armado. Diante do conselho de sentença, ele respondeu que teme pela vida dele e da família e por isso falou que estava armado. Em seguida, Banana se calou e não respondeu a mais perguntas.

Depoimento de Venção

Amigo de Banana, Venção optou pelo silêncio por estar com medo. Contou apenas sobre a extorsão relacionada ao vídeo e foi quem levou Banana até a casa do padre e, depois, até seu apartamento no Jardim Paraíso, em Matão. Mantendo a versão dita desde o início, ele negou ter entrado na casa. Na visão dele, ficou na garagem com o Diego Cocão e é inocente da acusação de homicídio.
 
Luiz Antonio Carlos Venção, quando foi preso em Sertãozinho (Arquivo/AcidadeON)
 Testemunho do Cocão

Diego, o Cocão, foi o últimos dos réus a ser ouvido. Ele enfatizou que "tudo tem um preço e pode correr riscos por contar a verdade", mas se lembrou do dia em que entraram na casa do padre Edson Maurício, que parecia nervoso ao abrir o portão. A versão dele contradiz tanto a do sacerdote quanto dos demais acusados. Primeiro, porque o padre afirmou em plenário que abriu o portão somente para Banana. Depois, porque Venção disse ter ficado com Cocão na garagem, quando, na verdade, segundo ele, os dois seguiram Banana até ouvir o tiro.

Diante dos jurados, afirmou não ter visto que Banana estava armado e se soubesse não o teria acompanhado, mas se recorda de ter ouvido o colega dizer ao padre: "Viu o que você me fez fazer seu filho da puta". Diferente dos colegas, Cocão negou estar sendo ameaçado e não pediu para ficar em silêncio, ou seja, respondeu a todos os questionamentos da Promotoria. "Minha mãe pediu para ser réu confesso, assumir meu erro e falar a verdade. Todo sábado ela me vê, sempre foi uma boa pessoa e trabalhadora", conta Cocão que não sabe precisar se Banana atirou e que levou dez dias para se entregar, pois aguardava um advogado.  

Diego Afonso, o Cocão, chegou a se entregar diretamente na cadeia (Arquivo/ACidadeON)

Após o depoimento do Diego, foi feito um requerimento para que cada um fique preso em uma unidade prisional. Pois, segundo as partes, o depoimento do Diego deu a entender que Banana é o culpado e ele teria medi de represálias.    

Início dos debates
 
Era pouco depois das 19 horas desta quinta-feira, quando se iniciaram os debates entre acusação e defesa. Pela ordem, o promotor Cleber Pereira Defina buscou destacar Banana como o responsável pelo homicídio. Mas, os demais teriam participado: Venção em levá-lo e Diego Cocão em auxiliar na ação, apesar de ter se envolvido menos. Ao longo de mais de duas horas, a Promotoria foi mostrando um pouco sobre a vida pregressa dos réus.

"Se ele passou mais de três anos mentindo para a mãe de sua filha, porque ele não mentiria para nós?", questiona o promotor, enquanto ali, quase ao lado, a filhinha de Banana sorria para o pai no colo da mãe. O promotor se apoiou nas mudanças de depoimentos para indicar que a mentira faz parte da vida de Banana. A cada versão apresentada o advogado do réu, Penna, ficava nitidamente incomodado. Tanto que se sentou nas cadeiras do público, pegou café, andou pelo Plenário até se sentar de um lado oposto dos jurados.
 
O lado das defesas

O advogado Luiz Vicente Penna, que representa Edson Banana, e Venção, foi bastante performático durante a sua apresentação. Enquanto ele falava, Banana permanecia atento, enquanto o colega ficava de cabeça baixa e Cocão olhava tudo ao seu redor. "Eu não estou aqui para denegrir a imagem de ninguém [quando questiona os exames que não foram realizados]. Meu pai era perito. Eu estou apontando falhas e não denegrindo" dizia Penna mostrando também uma animação em 3D para mostrar a casa do padre.

Em plenário, ele questionou o fato de a reconstituição ter reunido os três réus e enfatizou que Banana não entrou armado, como outras testemunhas descreveram. Para ele, não tinha como o tiro ter vindo de Banana. Defesa e acusação ainda gastaram bastante tempo discutindo as cápsulas encontradas na casa e também diante das marcas de sangue questionando o modelo de socorro de Arruda descrito pelos militares. O debate só cessou porque o juiz mandou os dois pararem com as conversas sobrepostas.

"Vamos parar de fazer justiça a galope. O que deveria ter sido feito é uma investigação completa. Eles foram investigados porque tinham antecedentes, mas porque não examinaram as roupas e mãos dos policiais", dizia o advogado. O colega dele, Wesley Martins, que representa Diego Afonso, o Cocão, afirmou que veio para contar a verdade e ignorou Penna. "Ele estava de férias e cabeça vazia é oficina do diabo. Ele foi agenciado. Ele só foi recrutado porque tinha um celular bom para filmar", enfatizou o advogado aos jurados.  

15 horas depois...  

Depois de pouco mais de quinze horas de julgamento, exatamente às 1h20 já desta sexta-feira (9), o juiz emitiu a sentença dos réus. Edson Banana foi condenado a 24 anos, 11 meses e 10 dias de prisão - sendo 17 anos e seis meses por homicídio, 7 anos e 9 meses por extorsão, além de 2 meses e 10 dias por ameaça. 

Venção cumprirá pena semelhante, de 24 anos, 6 meses e 32 dias - sendo 16 anos, 9 meses e 18 dias por homicídio, 7 anos, 9 meses e 18 dias por extorsão. Para ambos os casos, os réus deverão responder em regime fechado.

Já Diego Cocão terá uma pena menor, pois foi condenado apenas pelo crime de extorsão - de 5 anos, 4 meses de reclusão, 18 dias multa. Por ter cumprido uma parte da sentença em regime fechado, agora, Cocão poderá responder em liberdade e já deixou o sistema prisional.



Comentários

"O site não se responsabiliza pela opinião dos autores. Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do ACidade ON. Serão vetados os comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. ACidade ON poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios deste aviso. Para mais informações, consulte nosso TERMO DE USO"

Facebook

Mais do ACidade ON