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Tatuadores organizam evento para ajudar família de amigo assassinado

Marcos Gentil Romero, conhecido como Tsunami, foi morto a tiros em briga de trânsito no mês de dezembro do ano passado

| ACidadeON/Araraquara

Marcos Tsunami morreu em provável briga de trânsito (foto: redes sociais)
Amigos do tatuador morto a tiros durante uma briga de trânsito em São Carlos no dia 3 de dezembro de 2018 realizarão um evento para arrecadar dinheiro, o objetivo é ajudar a família da vítima. O Flash Day ocorre nesta sexta-feira (18), das 11h às 20h, e no sábado (19), das 11h às 15h, no estúdio onde o tatuador trabalhava, na Rua 7 de Setembro, no Centro.  
 
Marcos Gentil Romero, o Tsunami, foi assassinado em dezembro do ano passado. O empresário Fernando Ganci confessou o crime cinco dias depois após ser preso em Presidente Epitácio (SP), próximo à divisa com o Mato Grosso do Sul.

Flash Day
Amigo de Tsunami, o body piercing Leandro Duarte Marques disse ao G1 São Carlos que conhecia o tatuador há oito anos e que há cinco eles trabalhavam juntos. "Ele era um irmão, a nossa alegria do dia, o cara mais brincalhão. Todo mundo o conhecia, era um ótimo profissional. Decidimos fazer o evento para dar uma força à esposa e ao filho que ele deixou", disse.

No evento, ao menos oito tatuadores estarão no local. Os organizadores esperam cerca de 200 pessoas em cada dia. A ideia é fazer tatuagens rápidas para não demorar e dar conta de atender a todos. "Fizemos uma caixa de madeira, nesses dias não vai passar cartão, o pagamento será em dinheiro mesmo, que irá para a família", explicou Marques.

O Caso  
Marcos Gentil Romero, o Tsunami, de 36 anos, foi morto e tiros em São Carlo. O crime aconteceu no dia 3 de dezembro do ano passado. Câmeras de segurança de um supermercado flagraram o homicídio. Nas imagens é possível ver quando Ganci corta a frente do carro do tatuador e entra na vaga sem dar seta.

O empresário desce do carro e vai até o veículo de Tsunami e a discussão começa. Ele dá um soco na vítima, que ameaça descer do carro. Na sequência, Ganci saca o revólver da cintura e dá quatro tiros.  
 
Ganci disse à polícia que, após o crime, deixou a mulher e a mãe, que estavam com ele no carro, em casa e seguiu em direção a Ribeirão Preto (SP). Ao passar pelo rio Mogi Guaçu, conferiu o tambor da arma e viu que tinha deflagrado quatro cápsulas e, então, jogou a arma no rio. Ele contou que dirigiu até a Bolívia onde ficou por duas noites até ser convencido pela mulher a voltar para São Carlos e se entregar e, no percurso de volta, acabou sendo preso por policiais rodoviários.

Em depoimento ao delegado Gilberto de Aquino, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) ele confessou que atirou em Tsunamiporque ele fez um gesto que para o empresário parecia que ele pegaria uma arma. Os advogados de Ganci entraram com o pedido de liberdade provisória, mas o pedido foi negado pela Justiça.

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