Aguarde...

Vacinas

Vacinas contra covid-19 terão terceira dose de reforço?

Estudo clínico foi aprovado pela Anvisa; infectologista e médico sanitarista falam sobre a terceira dose

| ACidadeON/Araraquara

Estudo clínico foi aprovado pela Anvisa; infectologista e médico sanitarista falam sobre a terceira dose (Foto: Denny Cesare/Código19)
A terceira dose da vacina contra covid-19 tem sido amplamente discutida recentemente. Nesta semana, a Anvisa autorizou a realização de um estudo clínico para avaliar a segurança, eficácia e imunogenicidade de uma terceira dose da vacina da AstraZeneza.

Neste estudo inicial, os participantes já receberam as duas doses do imunizantes, com intervalo de quatro semanas entre as aplicações. A terceira dose da vacina será aplicada entre 11 e 13 meses após a segunda dose.

De acordo com a infectologista Estela Cirino Catelani, a terceira dose ainda é algo a se discutir. "Todas as vacinas não vão conferir uma imunidade permanente, ou seja, que a gente tome e fique imune durante toda vida. Ainda é um pouco precoce dizer que a Coronavac, a Pfizer ou qualquer uma das vacinas vai precisar. Temos que aguardar um pouquinho", afirma.

No começo do mês, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB) confirmou que todos os brasileiros devem receber uma terceira dose (segunda, no caso de quem recebeu o imunizante da Janssen) a partir de janeiro de 2022.

Segundo Doria, toda a população deve ser vacinada novamente, por faixa etária, semelhante ao que está ocorrendo ao longo de 2021. Essa "dose extra" tem o objetivo de aumentar a imunidade diante do surgimento de várias variantes do novo coronavírus.

Para o médico sanitarista e professor da Unesp Rodolpho Telarolli Jr, o que temos de certeza no momento é que as pessoas devem tomar a duas doses que estão disponíveis. "Nas últimas semanas tem se falado muito de uma terceira dose de reforço. Trata-se apenas de especulações até o momento, pois ainda não foram iniciados os estudos para ver a real necessidade e os benefícios que essa dose de reforço trariam", explica.

Telarolli ressalta, porém, que é praticamente certo que a partir de 2002 a vacina contra covid-19 siga na mesma linha das demais, como a vacina da gripe, por exemplo, que tem reforços anuais devido às variantes que vão surgindo.


Mais notícias



Mais notícias do ACidade ON