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Economia

Com feijão mais barato, cesta básica araraquarense tem queda no preço

Farinha de mandioca e queijo mussarela também foram itens que impulsionaram a queda

| ACidadeON/Araraquara

Feijão foi um dos itens com maior redução nos supermercados (Foto: Arquivo)
O preço médio da cesta básica araraquarense voltou a registrar queda após sete meses de consecutivos aumentos. De acordo com levantamento feito pelo Núcleo de Economia do Sindicato do Comércio Varejista de Araraquara (Sincomercio), em nove supermercados da cidade, o valor da cesta caiu 0,19% em relação a março de 2019, chegando a R$ 569,02. Apesar da queda, nos últimos 12 meses, o preço da cesta ficou 13% maior.  

Mesmo com a redução, os consumidores ainda não sentiram reflexo no bolso. A auxiliar de produção, Tamires Dumont Francisco, de 22 anos, diz que está difícil manter as compras no orçamento do mês. "O salário do trabalhador não está sendo suficiente. Faço compras picadas para aproveitar as promoções", diz ela.  

O pesquisador João Delarisa, do Núcleo de Economia do Sincomercio, afirma que embora pequena, a redução é importante. "Fazendo analise individual da avaliação dos produtos, percebemos que os itens que mais apresentaram variações, são importantes na lista de compras", diz ele.  

A pequena redução no valor médio da cesta está associada A queda mais acentuada foram nos preços do feijão-carioca (- 9,7%), a farinha de mandioca torrada (-9,5%) e o queijo mussarela (-4,2%).  

"No caso do feijão o clima favoreceu a segunda safra e isso ajudou na produção, o que causa maior oferta", diz.  

Porém, embora pareça acentuada a queda, o valor não supre os aumentos anteriores. O feijão, por exemplo, em fevereiro, teve um aumento de 40%.  

"Acabamos de nos surpreender com o preço do feijão", diz Tamires.

Aumentos
Em contrapartida, o aumento dos preços atingiu uma quantidade maior de produtos. Dos 31 itens analisados, 20 estão mais caros, na comparação com o mês anterior, destacando-se os aumentos no preço do leite em pó (11,3%), da cebola (11,1%) e do óleo de soja (9,6%).  

A pesquisa revela ainda que o encarecimento do leite em pó reflete, sobretudo, as dificuldades de rentabilidade que o setor de gado leiteiro vem enfrentando. O encerramento das tarifas antidumping sobre a importação do leite em pó, principalmente da União Europeia e Nova Zelândia, foi recebida com preocupação pelo setor produtivo nacional, que também registrou queda na produção de leite nos estados do Sul, Sudeste e Centro-Oeste, pressionando os preços dos laticínios.


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