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Quais as diferenças entre o comércio do Centro e dos bairros

ACidadeON estreia série que mostra os extremos de Araraquara; neste primeiro dia confira o desenvolvimento no comércio

| ACidadeON/Araraquara

  

Para marcar a estreia de seu novo layout, o ACidadeON Araraquara lança nesta segunda-feira (21) a série "Contrastes", que vai mostrar ao longo da semana os extremos da cidade em diversos setores. Nesta primeira reportagem destacamos o desenvolvimento do comércio nos bairros ante ao comércio tradicional do Centro.  
 
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É meio-dia, horário de almoço, primavera, tempo seco e o Centro de Araraquara está cheio de gente. O sol refletido no concreto dá a sensação de 40ºC. O tumulto já foi maior, quando a Rua Nove de Julho era praticamente o único corredor comercial da cidade. Hoje, o fluxo é diluído, as empresas se espalharam e 78% das lojas estão nos bairros.  
 

Consumidores no Centro de Araraquara (Foto: Amanda Rocha)
Entretanto, o Centro segue tradicional. Calçados, confecções, lingerie, perfumes, joias, presentes em geral são encontrados das mais diversas formas e preços. Essa, inclusive, ainda é a grande vantagem de quem busca o comércio da região central.
"Gosto de vir pro Centro porque aqui eu encontro tudo e posso pesquisar o preço", diz a dona-de-casa Cleonice Costa, de 55 anos.  

O empresário Ademir de Souza Filho está há mais de 20 anos na Nove de Julho. Ele cresceu neste corredor comercial. "Meu pai sempre foi comerciante e cresci neste prédio em que estou. A loja do meu pai mudou de lugar, mas eu fiquei", relata. Por influência e também por vocação Ademir e seus dois irmãos seguiram no comércio.  
 
Ademir de Souza Filho diz que no Centro o comércio traz mais variedade (Foto: Amanda Rocha)

"Estar na Rua Nove de Julho é história, tradição. É difícil manter uma empresa em uma região tão valorizada, mas trabalhamos muito para isso", diz ele.  

O empresário retrata que o comércio na principal região da cidade mudou muito nos últimos anos, mas a essência que é oferecer diversidade para os clientes se mantém. "Para a pessoa sair do seu bairro e vir até o Centro, ela procura algo a mais e é isso que buscamos oferecer. Temos muita variedade e isso é uma vantagem".  
 
Comércio nos bairros em Araraquara traz proximidade ao cliente (Fotos: Amanda Rocha)

Mais próximo do cliente
Do lado de lá, a cinco quilômetros do Centro, está a Zona Norte e um dos bairros mais populosos, o Selmi Dey, com cerca de 50 mil habitantes. A regra é clara, se tem fluxo, tem comércio. Sérgio Clovis de Oliveira está há 16 anos na Avenida Mauricio Galli. Sua loja tem de tudo: de utilidades domésticas a itens de alimentação.  

Sérgio Clovis é amigo, conselheiro e comerciante. "Aqui, quem entra bate um papo, mas também leva alguma coisa". Essa familiaridade com o bairro, com os moradores é o principal contraste do comércio de bairro em comparação com a região central.  

"É o vizinho, a mãe, o filho, todo mundo compra com a gente. Conhecemos muita gente, somos do bairro e essa é uma grande vantagem".  

O empresário já esteve na região Central, mas optou pelo bairro e não se arrepende. "Lá o aluguel era mais caro e a concorrência maior. No bairro estamos do lado dos consumidores e vendemos mais", compara.  

A comodidade é o que leva a empresária Mariana Garcia, de 31 anos, a consumir no bairro onde mora. Com dois filhos e uma rotina tumultuada, ela prefere comprar perto de casa. "Chego aqui e resolvo o que preciso. Raramente vou para o Centro".  
 

Crescimento
A expansão do comércio nos bairros é comprovada pelo mapeamento mais recente feito pelo Sindicato do Comércio Varejista de Araraquara (Sincomércio). Os dados revelam que em 2016, as lojas do Centro correspondiam a 25% de todo comércio da cidade; em 2017 este percentual caiu para 21%. Atualmente estima-se que 78,5% de quase 5,5 mil empresas comerciais estejam nos bairros de Araraquara.  

O presidente Sincomércio, Antonio Deliza Neto, diz que o bairro traz proximidade com o cliente, já o Centro, mais variedade.  
"O Centro já foi mais tradicional, com muitas lojas, hoje a quantidade de empresas diminuiu principalmente porque os custos são altos. Os bairros estão crescendo e tem flexibilidade de horário, por exemplo, o que também é um atrativo", reforça.

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