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Araraquarense é campeã dos 30 km em evento internacional de Trail Run

Maíra Lopes, de 31 anos, venceu prova do Sierra Andina Columbia Mountrail em Huaraz, no Peru

| ACidadeON/Araraquara

 


"Uma experiência inesquecível onde o mais importante era administrar a força e concentração na respiração. À medida que subimos, a pressão do ar vai diminuindo. Assim, numa altitude de 3000m, a pressão do ar é de somente 700 gramas por metro cúbico, causando dificuldade de respiração. À medida que subimos em altitude, a capacidade de desempenho atlético diminui a partir de altitudes tão baixas como os 1500 metros. Ou seja, é uma prova em que o coração é sentido o tempo inteiro na boca". 

O relato é da atleta araraquarense Maíra Lopes, de 31 anos, que disputou e venceu no último fim de semana a prova dos 30 quilômetros de Sierra Andina Columbia Mountrail, em Huaraz, no Peru. O evento reúne atletas de diferentes países na modalidade Trail Run percorrendo trilhas que variam de terreno e altitude - largaram a 3.800 metros de altitude e subiram até 4.950 metros. 

"Todas essas provas são da modalidade Trail Run, ou seja, corrida de montanha. É um esporte off road, isso quer dizer que o elemento natural, da imprevisibilidade do terreno, do clima sempre estão presentes. Embora seja corrida, é uma modalidade em que a administração da concentração, força, frequência cardíaca deve ser cuidadosamente feita", explica Maíra. 

Maíra Lopes, de Araraquara, mostra medalha de prova disputada no Peru. (Foto: Arquivo Pessoal)
 A prova aconteceu no Parque Nacional Huascarán, uma cadeia de montanhas da Cordilheira Branca, nos Andes peruanos. Com 6.768 metros, o mais meridional de seus picos (Huascarán Sur) é o ponto mais alto do Peru. "É a montanha mais alta de toda a zona tropical da Terra, além de seu cume ser o segundo ponto da superfície terrestre mais afastado do centro do Planeta (depois do Chimborazo, no Equador) e o ponto terrestre com a menor atração gravitacional", afirma a atleta de Araraquara.  

Na análise de Maíra, a aclimatação foi fundamental para conseguir superar os desafios da prova. "Um mês antes da prova colocamos mais treinos de bike por conta da canelite, que estava sendo tratada. Comecei um trabalho de fortalecimento específico e correção de técnica e intensifiquei meus exercícios de pranayamas- sou professora de Yoga e sabemos o poder dessa ferramenta numa prova como essa. Cheguei 4 dias antes e fiz dois treinos de aclimatação. Mas confesso que larguei sem saber o que me esperaria. Eu felizmente consegui colocar tudo em prática e me conectar. O resto foi acontecendo", conta.  

Prova foi disputada em Huaraz, próximo a Lima, no Peru. (Foto: Arquivo Pessoal)

Próximo desafio
Maíra já projeta novos desafios para o futuro. A jovem araraquarense que é campeã do X-Terra Ouro Preto 2018 (21km), campeã da Ultramaratona Brotas São Pedro (62km) e agora campeã da Sierra Andina Columbia Mountrail em Huaraz, Peru (30km) busca apoio para conseguir participar de uma prova na Argentina, no mês de outubro. 

"Se eu conseguir patrocínio, porque está difícil [conseguir apoio]. Estou me organizando sempre para umas provas dessas, mas viajamos e tem uma grana que a gente coloca do bolso, não tem jeito. E temos contas para pagar, enfim, tem tantas outras coisas para fazer também. Mas está encaminhada, pelo menos a inscrição está feita e o próximo desafio será na Argentina, em Sierras del Balcarce próximo a Buenos Aires, que também não conheço, nunca fui e serão 21 km. Vou começar agora os treinos, voltar a focar e juntar mais essa experiência", finaliza.

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