19 de maio de 2024
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Tudo Elas

O impacto das mulheres no cinema

Em comemoração ao Dia das Mulheres, o Tudo Ep separou uma lista com filmes com diretoras que deixaram seu marco na indústria cinematográfica

Em comemoração ao Dia das Mulheres, o Tudo Ep separou uma lista com filmes com diretoras que deixaram seu marco na indústria cinematográfica. (Foto: Pexels)

A presença feminina na sétima arte é responsável por moldar narrativas e histórias originais. As mulheres possuem uma voz única e trazem um toque especial para o cinema, seja no holofote ou por trás das câmeras.

Mas a história das mulheres no cinema começa bem lá pra atrás. Durante muito tempo, a presença feminina foi considerada irrelevante e inapta à realização de trabalhos na área, principalmente em funções técnicas, como produção e direção. Durante 95 edições do Oscar, apenas nove mulheres foram indicadas à categoria de melhor direção e apenas três venceram.

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Barbara Schreurs, jornalista e diretora brasileira, em conversa com o Tudo Ep, comenta que acredita que mesmo diante do crescimento da inclusão feminina na indústria cinematográfica, o trabalho da mulher ainda é desvalorizado. Segundo ela, os principais desafios enfrentados acabam sendo relacionadas às áreas técnicas.

“Existe uma desvalorização do trabalho feminino em diversos setores, mesmo havendo um avanço na representação em posições de liderança, é evidente a diferença salarial. Muitas mulheres precisam passar por obstáculos que seus colegas masculinos acabam não enfrentando” “A sub-representação nos cargos de liderança, quando aliada aos estereótipos de gênero, acaba limitando as oportunidades dentro do mercado”.

Mesmo com a falta de confiança de produtoras em relação ao trabalho feminino, é de conhecimento geral que as mulheres trazem uma visão única e completamente diferente do “male gaze”, termo usado na crítica do cinema para representar a perspectiva masculina sob personagens e roteiros.

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Barbara destaca “As mulheres oferecem um olhar autêntico e diversificado, transcendendo estereótipos e enriquecendo narrativas, refletindo e questionando as dinâmicas da sociedade. Temos representações em personagens femininas mais ricas, autênticas e genuínas, explorando novas formas de se contar uma história”.

10 filmes dirigidos por mulheres

O Tudo Ep criou uma lista com 10 filmes nacionais que marcaram a indústria cinematográfica e foram dirigidos por mulheres. Confira;

  • Como Nossos Pais – De Laís Bodanzky.

Vencedor do Festival de Gramado, conta a história de uma mulher de 38 anos que se encontra em uma fase peculiar da vida e tenta balancear seu papel de mãe com seus sonhos profissionais;

  • A Cidade Onde Envelheço – De Marília Rocha.

Estreia da diretora no gênero ficção, acompanha uma jovem portuguesa que decide deixar o país para morar no Brasil;

  • Carmen Miranda: Bananas Is My Business– De Helena Solberg.

Documentário dos anos 90. Conta a história de Carmen Miranda, que conquistou a Broadway e HollyWood;

  • Que Horas Ela Volta? – De Anna Muylaert.

Selecionado para o Festival de Berlim em 2015, eleito o 71º melhor filme brasileiro e vencedor do Prêmio Especial do Júri no Festival de Sundance 2015;

  • Carlota Joaquina, Princesa do Brasil – de Carla Camurati.

Filme marca o inicio do renascimento do cinema nacional, que foi extinto durante o período de Fernando Collor governando o país;

  • Elena – Petra Costa.

Documentário nacional ocupou a 31º posição na lista dos 100 melhores documentários brasileiros de todos os tempos;

  • Mate-me Por Favor – de Anita Rocha da Silveira.

Longa é a estreia de Anita no cinema, e a rendeu o prêmio de melhor direção no Festival do Rio em 2016;

  • Ralé – de Helena Ignéz.

Drama conta a história de Barão, um homem que decide fundar uma seita ligada aos rituais com ayahuasca;

  • Sinfonia da Necrópol– de Juliana Rojas.

Primeiro trabalho solo da diretora, conta sobre um aprendiz de coveiro que se apaixona por uma funcionaria do serviço funerário;

  • Amor Maldito – De Adélia Sampaio.

Primeiro longa-metragem a ser dirigido por uma mulher negra, no Brasil.

Barbara revela que já teve a oportunidade de conversar com Adélia Sampaio. Ela comenta:

“Seu primeiro longa teve sua estreia em meio ao Cinema Novo (movimento que trouxe inovações temáticas e estéticas) mesmo não havendo muita divulgação, fez muito sucesso. Outro marco deste filme no Brasil, é que ele introduziu a temática lésbica no cinema brasileiro”.

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Estagiária no Tudo EP e a A Cidade ON, é graduanda em Produção Audiovisual pela ESAMC. Adentrou no Grupo EP em 2023 e atua nos conteúdos digitais, enfaticamente com a parte textual.
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