29 de maio de 2024
- Publicidade -
Tudo Elas

Mulheres revolucionam a indústria musical

Em um ambiente dominado por homens, mulheres vem lutando há anos para conseguir espaço

Em um ambiente dominado por homens, mulheres vem lutando há anos para conseguir espaço. (Foto: Freepik)

A presença feminina na música é algo comum do nosso cotidiano. No Brasil, durante os últimos cinco anos, o Spotify testemunhou um crescimento de 252% nos streams de artistas do gênero feminino. Junto com o aumento de novas artistas mulheres que ingressam na área, que cresceu em 24%, mundialmente.

Apesar do aumento da presença feminina na música, as mulheres tiveram que passar por muitas coisas para finalmente poderem ter suas vozes ouvidas. Grandes personalidades como Madonna e Stevie Nicks, e vozes brasileiras como Elis Regina, Rita Lee e Elza Soares, são algumas das muitas pioneiras responsáveis por uma indústria musical mais inclusiva.

LEIA TAMBÉM

“Não se nasce mulher: torna-se”; o que significa ser mulher atualmente?

Mulheres na música: conheça dez artistas da nova geração

- Publicidade -

O Tudo Ep conversou sobre a importância das mulheres no cenário musical, com Marília Correa, cantora, compositora e instrumentista campineira.

A cantora credita como responsáveis por uma indústria musical mais inclusiva, nomes como Sister Rosetta, a “madrinha do rock”, e Beyoncé, que vem a cada ano “sacudindo a indústria com sua música e seus posicionamentos políticos”. Além de mulheres que contribuem na influência de suas músicas:

“Minhas inspirações vem das mulheres fortes que provaram e provam diariamente o tamanho da potência que somos: Elza Soares, Sandra de Sá, Dona Ivone Lara, Nina Simone, Aretha Franklin entre outras”.

Marília cria músicas com a intenção de “tocar a vida das pessoas de alguma forma, seja por afeto, questionamentos, alegria, paz, saudade ou liberdade”.

- Publicidade -

Além de Beyoncé, a cantora Taylor Swift também é um sinônimo de representatividade na música. Ao lutar contra a desigualdade de gênero, a vencedora de quatro Grammys na categoria “álbum do ano”, impulsiona a nova geração de vozes femininas, inspirando e apoiando seus trabalhos.

No entanto, também é importante destacar que as mulheres ainda são vítimas de preconceitos e dificuldades no mundo da música, principalmente quando se trata de cargos e remunerações. Uma pesquisa da UBC revela que dos rendimentos dos direitos autorais distribuídos entre todos titulares, apenas 10% são destinados às mulheres.  

“Avançamos muito na questão de poder ocupar o nosso devido espaço, mas só isso não basta. Ainda existe desigualdade onde homens ganham salários/cachês mais alto que mulheres executando a mesma função. E toda a estrutura patriarcal e política que já conhecemos bem ” Comenta Marília.

Marília também destaca que as mulheres têm demonstrado há décadas sua capacidade de revolucionar o universo musical. Ela aborda a importância da representatividade neste cenário:

“Essa é uma luta e uma revolução feita por nós mesmas quando ocupamos nossos lugar de fala. Então acredito que essa é uma conquista nossa, feita por nós” “Quanto mais a gente se vê mais entendemos que podemos estar lá. Dar destaque a vozes femininas abre um leque de possibilidades para futuras gerações”.

*Sob supervisão de Marcos Andrade

LEIA MAIS

Por que o Dia Internacional da Mulher é comemorado em 8 de março?

Avatar
Estagiária no Tudo EP e a A Cidade ON, é graduanda em Produção Audiovisual pela ESAMC. Adentrou no Grupo EP em 2023 e atua nos conteúdos digitais, enfaticamente com a parte textual.
- Publicidade -
plugins premium WordPress