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Como o coronavírus pode prejudicar os planos da Ferroviária

Ao menos oito atletas do elenco possuem vínculos até o fim de abril; presidente diz que negocia com atletas

| ACidadeON/Araraquara

Ao menos oito atletas encerram seus vínculos com a Ferroviária no fim de abril (Foto: Divulgação/AFE)

Com a paralisação do Campeonato Paulista e da Copa do Brasil, a Ferroviária pode acabar prejudicada com o fim do vínculo de ao menos oito atletas que atuam no time de Araraquara. É que o contrato deles com a Locomotiva Grená encerram em 30 de abril e tanto o Estadual, quanto a competição nacional não possuem datas para retorno. 

Patrick Brey, que pertence ao Cruzeiro, é um dos que mais preocupa, já que o clube mineiro já manifestou interesse no retorno do atleta para a disputa da Série B do Campeonato Brasileiro. Além dele, os atacantes Caio Rangel, Henan, Ceará e Yuri (lesionado), além do zagueiro Carlão e o lateral-esquerdo Euller possuem contratos até 30 de abril. O volante Pablo também possui vínculo até o fim do Estadual. 

Mas, apesar dessa situação, o presidente da Ferroviária, Carlos Alberto Salmazo, garante que não há motivos para preocupação. Segundo ele, o time de Araraquara está discutindo com a maioria dos atletas a ampliação de seus vínculos e também a sequência da temporada após o término do Paulistão e Copa do Brasil.  

"A maioria dos nossos atletas tem contrato a longo prazo, até o final do ano ou fim de 2021. Esses contratos devem ser cumpridos, a Ferroviária hoje é uma SA, então nosso acionista majoritário, que chegou no fim do ano passado, nos dá a retaguarda de manutenção dos contratos com maiores valores", explica Salmazo.  

O presidente afeano ressalta que a saúde financeira do clube está em dia, o que ajuda a dar segurança em relação ao pagamento de salários dos atletas. Salmazo também afirma que um ou outro atleta em nível de Série A e B do Brasileiro podem ser emprestados a outros clubes, além da reposição dessas possíveis saídas. 

"A Ferroviária felizmente pela sua gestão dos últimos anos conseguiu equalizar e manter um controle econômico, financeiro e fiscal de tal forma que nos aproximou de um grande investidor do futebol brasileiro que nos dá essa retaguarda na manutenção da maioria dos atletas para o segundo semestre", finaliza.

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