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Campinas terá primeiro censo de árvores de sua história

Estudo ajudará a identificar espécies e planejar política de arborização para os próximos anos

| Especial para ACidade ON

Censo vai ajudar a mapear árvores de Campinas (Foto: Divulgação) 

Um estudo detalhado que irá catalogar todas as espécies de árvores de Campinas começará a ser feito em janeiro de 2020 pela Prefeitura em parceria com a Esalq (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz), da USP.

O levantamento fitossociológico, como é chamado, será o primeiro da história da cidade e irá ajudar a planejar a arborização urbana para os próximos anos. A estimativa é que o município tenha 1 milhão de árvores, segundo a Administração, mas não há um número exato. O projeto durará de dois a cinco anos e o contrato com a universidade deve ser fechado nos próximos dias.

De acordo com o secretário de Serviços Públicos, Ernesto Dias Paulella, o objetivo é saber em que endereço está cada árvore isoladamente, e todas as suas características. "Com isso vamos saber quais espécies predominam na cidade, se elas são benéficas para a fauna, se são nativas ou exóticas, entre outras coisas. Um estudo essencial para planejar a arborização na cidade, novos plantios, podas, reposições. É super importante para auxiliar a gente no futuro".

A última estimativa, de 2017, aponta que Campinas tem um déficit de 400 mil árvores, principalmente nos distritos do Campo Grande e Ouro Verde. "Mas como é uma estimativa, não é um número certo. O levantamento vai nos dar esse déficit de forma mais precisa e vamos saber exatamente onde plantar".

Hoje, a Pasta gasta cerca de R$ 1,5 milhão mensais com podas, remoções e plantios de árvores.

NOVOS HABITANTES

Dominada pela cultura da cana-de-açúcar, a área rural da região de Campinas tem hoje também um déficit árvores, e faltam espécies para o aninhamento dos pássaros. Este cenário provoca um fenômeno inusitado na cidade: muitas aves silvestres têm procurado abrigo nas copas das árvores urbanas, segundo Paulella.

Esse é o motivo para cada vez mais espécies como o pica-pau-amarelo, sanhaço, sabiá-laranjeira, carcará e tucano serem avistadas dentro do município. "O levantamento que vamos fazer vai ajudar a identificar as melhores árvores para prover alimentos a elas".  



CLIMA

As árvores são essenciais para a manutenção da qualidade do ar e regulação do clima de Campinas: em tempos de seca como agora, uma árvore adulta consegue repor 280 litros de água por dia em forma de vapor. Por isso, segundo o secretário, o levantamento também deve, a médio e longo prazo, contribuir para diminuir a poluição da cidade. "Além disso vamos ter um aumento na qualidade da arborização, escolhendo plantar mais adequadas para os meios urbanos".

CONVÊNIO

A Prefeitura deve arcar com recursos próprios o início do levantamento, mas não especificou valores. O município também será responsável pela remuneração, deslocamento e alimentação dos estagiários que devem participar do convênio com a Esalq.

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