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EconomiaCarnaval de Campinas movimenta economia, mas não atrai turistas

Carnaval de Campinas movimenta economia, mas não atrai turistas

Na última matéria da série “O Carnaval de Campinas pede passagem”, especialista explica como o Carnaval na cidade pode crescer para outros setores além do consumo de produtos

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Apesar de ser ponto facultativo no calendário nacional, o Carnaval de Campinas é como um feriado para parte do público da cidade. Muitos campineiros aproveitam a data como um período para descanso, receber familiares ou até mesmo curtir as festividades ao redor dos bairros.  

Para Douglas Marcondes, Diretor Financeiro do Campinas e Região Convention & Vistors Bureau, a festividade em Campinas se difere do que acontece em cidades como São Paulo, onde ela é vista como uma “atividade lúdica”, com espaços públicos preparados para atrair um grande parcela de pessoas de fora.  

“Você tem em Campinas o Carnaval de rua, de blocos, mas ele é feito para o munícipe, para o público campineiro que vai em Sousas ou vai em Barão Geraldo ou nos bairros, onde tem as marchinhas. Fora isso, a gente tem algumas casas noturnas que promovem eventos, mas não é suficiente para aquilo que nós do ‘convention’ ficamos atentos, que são os eventos geradores de hospedagem”, explica.  

O que falta para o Carnaval de Campinas atrair turistas? 

A Acic (Associação Comercial e Industrial em Campinas) informou que é esperada uma movimentação de R$ 1,6 milhões com hospedagem e hotelaria em 2024, uma alta de 6,7% em comparação com 2023, que foi de R$ 1,5 milhões.  Mas esse movimento poderia ser expressivamente maior, na opinião de Douglas Marcondes.  

Ele cita como exemplo a necessidade de Campinas ter um espaço público que possa ser transformado num local que receba eventos, como um sambódromo, por exemplo, como teve por muito tempo em Paulínia. 

“Isso seria um início, uma gênese, para você ter na sua agenda um período de Carnaval. São Paulo construiu assim, outros destinos, cidades ali no Circuito das Águas, como Águas de Lindóia e Serra Negra, construíram-se assim também. Então, há espaço para isso, há população ávida pra isso”, detalha.  

Espaços com piscina, área de lazer e espaço para pequenos eventos, segundo Douglas, já tem tido oferta e demanda na região de Campinas. No caso de Sumaré, há a Estância Árvore da Vida, que é um local que recebe as comunidades evangélicas durante o Carnaval.  

“Tem de 8 a 10 mil pessoas que ali ficam, então tem uma geração de hospedagem para aqueles meios de hospedagem que estão próximos desse hub ali de Sumaré. Mas é com outro intuito, não é um intuito de festa, não é intuito lúdico, e sim um intuito de religioso”.  

Douglas acredita que é possível reunir poder público e investidores para criar uma agenda, um desfile, eventos de Carnaval que possam gerar mais do que consumo de produtos, e sim uma rede de investimentos e crescimento para a cidade e a região. 

Carnaval movimenta economia  

Se por um lado o cenário para a hospedagem e hotelaria não parece tão positivo, por outro a venda dos apetrechos, o consumo de bebidas e alimentos durante o Carnaval deste ano deve injetar R$ 15,2 milhões na economia, segundo a Acic. O número é pouco superior ao desempenho de 2023, que foi de R$ 14 milhões.

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De acordo com a Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes), no setor de bares e restaurantes, a expectativa é de um crescimento de 15% no faturamento na comparação com o mesmo período de 2023. 

A Abrasel, que representa mais de 40 municípios do Interior paulista, avalia que o crescimento deve ser menor do que o de 2022 para 2023, quando a alta ficou em 30%. A justificativa, nesse caso, é de que em 2022 a base foi muito fraca porque as festas ainda estavam suspensas, por conta de reflexos da pandemia da covid-19. 

Preços mais caros no Carnaval 2024 

O economista da Associação Comercial de Campinas, Mário Eduardo Campos, adiantou que os preços de uma forma geral estão mais caros este ano tanto para consumo de alimentos, bebidas, quanto acessórios para a folia. Até por conta disso, os números são projetados acima de outros anos. 

“É um pouco por conta da data, que é uma data muito esperada e comemorada pelos brasileiros, e também por conta de inflação. Isso encarece um pouco os produtos, então essa movimentação financeira cresce, a gente estima em mais 10%, por causa disso. Aí você sabe que o comerciante, às vezes, nessas horas se aproveita da situação”, diz.  

Série “O Carnaval de Campinas pede passagem”     

Em parceria com a rádio CBN Campinas, o acidade on Campinas apresentou ao longo da última semana a série: “O Carnaval de Campinas pede passagem”. Foram publicadas matérias que são adaptações em texto das reportagens transmitidas pela rádio.      

O especial fez uma viagem ao passado para apresentar o início do Carnaval em Campinas até sua evolução para os dias atuais. Esta é a sexta e última matéria publicada em parceria.     

A primeira foi “Conheça a origem europeia do Carnaval de Campinas”, e a segunda “Qual valor investido pela Prefeitura no Carnaval 2024 em Campinas?”, a terceira “Escolas de samba de Campinas: há nove anos sem desfile, retorno continua indefinido”, a quarta “Bailes de Carnaval nos clubes perdem força em Campinas”, e a quinta “Número de blocos de rua em Campinas continua crescendo a cada ano”.

*Com informações de Carolina Rodrigues e Marco Guarizo/CBN Campinas 

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Vitória Silva
Vitória Silva
Repórter no ACidade ON Campinas. Formada em Jornalismo pela Unesp, tem passagem pelos portais Tudo EP e DCI, experiência em gravação e edição de vídeos, produção sonora e redação de textos, com maior afinidade com temas que envolvem cultura e comportamento.
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