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Síndrome de Abstinência de Estádio em tempos de pandemia

Já são dez meses sem público nos eventos esportivos no Brasil e resolvi retratar esse período através de uma crônica para começar o ano.

| ACidade ON - Circuito das Águas

 

 

Seis de março de dois mil e vinte. Dez meses. Quase um ano. Estava frio, apesar de ser verão. Aquele vento gelado que a gente só sente quando está em uma arquibancada, mas que basta um grito de gol para ser logo esquecido.  

Foi a última vez que pisei no estádio. Na rodada seguinte, os jogos na capital e em Campinas aconteceram sem público. E depois...paralisação. 

Percorri pouco mais de 100 quilômetros numa sexta à noite, depois de uma semana de trabalho para acompanhar o jogo. Valeu. Dois a zero no placar e uma campanha inacreditável. Esse jogo ainda ressoa na minha mente.  

"Eu não aguento mais não ir ao estádio". Perdi as contas de quantas vezes falei essa frase nestes últimos meses. Tudo voltou, até cinema, shows adaptados. Tudo fechou de novo. E agora tudo começa a voltar mais uma vez. Menos os estádios  

De casa, me protejo do vírus e cuido da minha família. De casa, assisto aos jogos e tenho que lidar com esse novo problema: a Síndrome de Abstinência de Estádio.  

Tentei algumas coisas para minimizar o desconforto. Não sei se ajudou ou piorou meu quadro. Mas quem quiser seguir, aí vai:   

  • Passei a assistir a maioria dos jogos da rodada. Série A, B, C, Copa do Brasil. Aceito o que tiver  
  • Assisti reprises de jogos. Muitas. Várias. Todas.  
  • Falei muito de futebol. Talvez mais que o necessário.   
  • Escrevi sobre futebol.       

Quem tiver dicas de como minimizar essa síndrome e quiser compartilhar, por favor, não hesite em mandar para mim. Nós, os fanáticos, precisamos nos unir, virtualmente, para em breve compartilharmos um abraço na explosão da alegria do gol, e da vida.

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