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Acidentes acendem o alerta para os riscos dos esportes radicais e turismo de aventura

Em menos de uma semana foram registrados 4 acidentes envolvendo turismo de aventura, servindo de alerta para os riscos dos esportes radicais

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Com o aumento das temperaturas nos últimos dias, em menos de uma semana foram registrados 4 acidentes, quase todos fatais, envolvendo cachoeiras, ecoturismo, turismo de aventura e esportes radicais.

Em Santa Catarina, duas jovens caíram de uma cachoeira com cerca de 30m de altura. Uma se desiquilibrou enquanto fotografava a beira, e sua amiga tentou segurá-la. Infelizmente a queda foi fatal para as duas.

Em Serra Negra SP, um rapaz de 35 anos se chocou contra um poste ao final de uma descida de tirolesa, em um hotel fazenda. O impacto também foi fatal.

Na zona da mata mineira, um rapaz de 31 anos que fazia rapel em uma cachoeira, se afogou após pular no poço para nadar até a margem.

Em Ibaté SP, uma dupla que praticava o Rope Jump, modalidade de salto em cordas que gera um grande pêndulo, quase se choca contra um poço raso após uma queda livre com cerca de 50m de altura. Houve falha na amarração da corda. Ainda assim, essas foram as únicas vítimas que não tiveram ferimentos e sobreviveram.


Mas afinal, o que está acontecendo para essa crescente no número de acidentes envolvendo essa esfera da aventura e natureza?

Realização de atividades de riscos com pouco conhecimento sobre a prática ou apenas se baseando em informações da internet; subestimação dos perigos da natureza, como ambientes de cachoeiras; a busca incansável por "curtidas" em fotos e vídeos, procurando os melhores ângulos e belos lugares; além da autoafirmação e querer ter a sensação de exclusividade que algumas dessas práticas dão ao praticante. Acredito serem esses os fatores de peso que desencadearam alguns destes acidentes.

O efeito "manada" gerado pela ansiedade do isolamento social durante essa pandemia, certamente teve sua expressiva contribuição para que todos buscassem algum lazer neste calor.

É claro que é possível acontecer acidentes fora desses fatores. Mesmo praticando as atividades sob supervisão e orientação de um profissional, com empresas de renome e qualidade técnica, ainda está presente os riscos dos esportes radicais.

É o caso da aviação, que é um setor que opera dentro dos mais minuciosos padrões de segurança, com estudos incessantes, tanto para entender causas já acontecidas, quanto para prever futuras causas e consequências.

Então, acredito que a melhor forma de evitar esses tipos de acidentes, salvo as fatalidades do acaso, é sempre estar consciente da atividade que está praticando e do ambiente que está inserido.

Não podemos dizer que todos esses acidentes estavam ligados a uma atmosfera que eu chamo de "Uhuuu!", mas essa atmosfera de euforia, de autoafirmação, de "eu sou muito Fod*#@", está de fato crescendo cada vez mais e contaminando de forma negativa as atividades radicais de natureza e ação. É um comportamento que precisa ser freado e, em seu lugar, voltar a ter como objetivo a superação pessoal e conexão com a atividade de aventura.

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