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Política

Acordo DEM-MDB é peça central da candidatura Doria 2022

Não é uma costura vertical, dado que não há um ator com peso político suficiente para impor sua vontade, e vem ocorrendo desde o ano passado

| FOLHAPRESS

Governador João Doria durante coletiva no Palácio dos Bandeirantes. (Foto: Divulgação/Estado)
 
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O rompimento formal do DEM e do MDB com o centrão na Câmara dos Deputados, consumado na segunda (27), vai além da disputa pela presidência da Casa em fevereiro de 2021.A montagem de uma candidatura de centro para a Presidência em 2022, hoje focada na figura do governador João Doria (PSDB-SP), é o pano de fundo para a movimentação disparada pelo atual chefe da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).  

Não é uma costura vertical, dado que não há um ator com peso político suficiente para impor sua vontade, e vem ocorrendo desde o ano passado. Mas hoje Doria é o principal beneficiário final dos acordos em curso.O tucano sonha com uma união de forças de centro que marque diferença com a direita bolsonarista e a esquerda petista.  

Alguns caciques ainda especulam a viabilidade de o apresentador Luciano Huck entrar no jogo, mas seu encolhimento político ante a pandemia da Covid-19 parece ter cimentado as dúvidas que existem sobre seu apetite eleitoral.Por outro lado, esses políticos se questionam acerca da imagem excessivamente paulista do tucano, uma maldição antiga nas disputas presidenciais.  

Também é incerto o impacto das denúncias contra líderes da velha guarda do PSDB sobre a sigla em si, mas por ora Doria fica onde está.O tucano, contudo, ganhou notoriedade nacional como antípoda de Bolsonaro na condução da crise sanitária. O eventual sucesso da vacina chinesa que ele trouxe para ser feita em conjunto com o Instituto Butantan lhe dará um cacife político extra ainda a ser aferido, ainda que publicamente rejeite a ideia.

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