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Eleições

Número de mulheres na Câmara de Ribeirão sobe para três

A partir de janeiro de 2021, vereadoras vão ter mais espaço no Legislativo de Ribeirão Preto

| ACidadeON/Ribeirao

Mulheres vão ocupar três das 22 cadeiras da Câmara de Ribeirão Preto (Foto: ACidade ON)
 

Depois de um cenário negativo na representatividade feminina nas eleições municipais de 2016, a vereadora Gláucia Berenice (DEM) comemorou nesta segunda-feira (16) a sua reeleição com um "gosto" diferente. Desta vez, ao lado de outras duas mulheres eleitas.  

Judetti Zilli e Duda Hidalgo, ambas do PT, venceram nas urnas a disputa pelas 22 cadeiras da Câmara Municipal de Ribeirão Preto a partir de janeiro de 2021 e serão as responsáveis mudar o cenário após a legislatura mais masculina na cidade desde 1992.  

"É sempre positivo quando vemos aumentar a presença feminina em qualquer área, mas, principalmente no parlamento. Afinal, somamos mais da metade do eleitorado em Ribeirão Preto", ressalta Glaucia, que iniciará em janeiro seu quarto mandato.  
 

LEIA MATÉRIA DE 2018 SOBRE O RECORDE NEGATIVO
Representação feminina na Câmara é a menor desde 1992  
 

A vereadora do DEM, ressalta que muita coisa ainda precisa melhorar. "Várias políticas públicas precisam do olhar da mulher. Não apenas na questão da violência, mas também nas áreas de Educação, Saúde, moradia".  

Procurada pela reportagem, Juliana Moysés, advogada e membro do Coletivo de Advogadas Femininas, concorda com a posição da vereadora. De acordo com ela, o aumento de uma para três vereadoras mulheres é um avanço muito grande para a comunidade e representa a quebra de alguns paradigmas enraizados. A luta por mais representatividade, no entanto, continua na concepção dela.  

"É muito importante que tenhamos esse olhar sempre, principalmente entre as mulheres, porque somos nós que vivemos os desafios na pele. Acredito que saber dos entraves que passamos e levantar a bandeira é fundamental para o desenvolvimento de Ribeirão Preto como cidade. E, da parte dos partidos, precisamos de mais incentivo às candidaturas", analisa.  

Juliana reforça que o cumprimento de cotas não é o suficiente para tornar a Câmara Municipal mais igualitária. O apoio às minorias é fundamental para o processo.  

"Mas, precisamos comemorar. É sempre bom ter o reforço de pessoas comprometidas com causas tão necessárias como a feministas, e acredito que as três [mulheres eleitas] concorreram com esse intuito", completou a advogada em entrevista ao ACidade ON.  

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