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Empreendedores irão plantar 15 mil árvores por compensação ambiental

Ao longo deste ano, 24 acordos foram firmados por empreendimentos com o poder público municipal; objetivo é preservar as nascentes

| ACidadeON/Araraquara -

Representante de empresa relatou o desaparecimento de mudas (Foto: Pixabay)
Serão plantadas 15 mil árvores como forma de compensação ambientação  (Foto: Pixabay)
Empreendedores de Araraquara irão replantar 15 mil árvores, como forma de compensação ambiental. Ao longo deste ano, 24 acordos foram firmados com o poder público municipal.

Os Termos de Compromisso de Recuperação Ambiental (TCRA) foram assinados por empreendedores que estão construindo na cidade a maioria deles do setor da construção civil. Eles se responsabilizam em restaurar áreas.

Para cada árvore retirada durante a instalação do empreendimento, outras 15 devem ser plantadas em área pré-determinada pela secretaria municipal de Meio Ambiente. Os locais escolhidos são próximos a nascentes. 

O coordenador de planejamento e gestão ambiental da secretaria, Gelson Caldeira Dantas, explica que a manutenção tem que ser feita por, no mínimo, 36 meses, e que as empresas devem proteger o local de incêndios e invasões.

"Estamos dando prioridade para essas áreas de nascente e que necessitam ser recuperadas. Essa recuperação é feita através do preparo do solo, da limpeza e proteção da área, do plantio dessas mudas e da manutenção delas por três anos ou até que o reflorestamento esteja consolidado", explica.

Os empreendedores devem apresentar relatórios frequentes comprovando a evolução das medidas de compensação adotadas.
Do total de 24 termos firmados, quatro deles estão em estágio mais avançado e com áreas já definidas todas nas proximidades do Córrego do Jardim Marivan, na região nordeste da cidade. Os demais ainda aguardam pelo período de chuva.

Ao todo são 282 nascentes identificadas, sendo que 22 delas degradadas e que precisam de maior atenção.

"São áreas que não estão contempladas com vegetação nativa, algumas vezes com vegetações exóticas, que inibem a regeneração da vegetação nativa, com deposição de resíduos -  muitas vezes -  ou processos erosivos, além disso, algumas áreas são ocupadas com pastoreio de animais. Essas áreas foram identificadas pela fiscalização e estamos dando prioridade para elas", afirma.

O coordenador de planejamento e gestão ambiental da secretaria de Meio Ambiente, Gelson Caldeira Dantas, afirma que a consciência ambiental é o maior desafio na recuperação e preservação dessas áreas.

"Nesses dois anos tivemos uma dificuldade muito grande para fazer a educação ambiental, porque não poderia ser presencial. Encontramos outros mecanismos através do Dia do Meio Ambiente, quando fizemos algumas palestras, matérias relacionadas a isso e panfletagem sobre resíduos, com a compensação ambiental e preservação. Mas ainda não é o suficiente. Esperamos que termine logo a pandemia para que possamos por o pessoal na rua para trabalhar a educação ambiental de uma forma mais efetiva", finaliza.

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