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BairrosO que há entre os dois estádios de Campinas? Conheça a região do Jardim Proença

O que há entre os dois estádios de Campinas? Conheça a região do Jardim Proença

Jardim Proença é um dos bairros mais tradicionais de Campinas e abriga histórias inimagináveis; Conheça algumas

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Entre os dois estádios de Campinas há um bairro tradicional. A região do Jardim Proença foi berço de nascimento dos Estádios Moisés Lucarelli e do Brinco de Ouro da Princesa e é atravessada por uma das principais avenidas de Campinas, a Princesa D’Oeste. Às sombras dos prédios que cobrem os dois lados da via, o Proença está em constante transformação.

“Antes de morar aqui, eu morei na Rua Proença”, quem diz é Maria Salete, que vive na região do bairro há mais de 50 anos. “A Rua Proença não fica no bairro, fica no Centro”. Ela reforça, mas a coincidência de nomes chama a atenção. Na verdade, a história do lugar vai muito além das construções dos dois estádios de Campinas e tem tudo a ver com o personagem histórico Antônio Manoel Proença.

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Proença nasceu em 1833, foi comerciante em Santos e, em meados 1867, herdou de sua mãe a fazenda Chácara Paraíso. Segundo o historiador Duílio Battistoni Filho, para o IHGG (Instituto Histórico, Geográfico E Genealógico) Campinas, o proprietário de terras ajudou a fundar a tradicional Companhia Mogiana de Estradas de Ferro e foi um dos responsáveis pela construção do Teatro São Carlos e do Hospital Irmãos Penteado, no Cambuí.

“As fazendas e chácaras em que hoje está o bairro faziam parte da sesmaria que pertencia ao Marquês de Três Rios”, explica o historiador da Prefeitura Municipal Américo Villela. O pesquisador diz que Proença deixou lotes das propriedades aos seus familiares quando morreu. “Tito Joaquim de Lemos, seu genro, ganhou uma parte [das terras] como legado”.

Até a década de 1930, o bairro assistiu a outras grandes transformações. Battistoni diz que o neto de Tito, Arlindo Joaquim de Lemos, herdou a “Chácara das Campinas Velhas”. Nessa mesma época, uma picada, em direção ao centro da cidade, ganharia o nome de “Rua Proença”, lugar que, na segunda metade do século passado, habitaria Maria Salete. Religiosa, a professora aposentada se recorda como eram as ruas do bairro na década de 70.

“Isso aqui tudo era só fazenda. Na minha época, isso já tinha acabado um pouco, mas o espírito continuava o mesmo”

, diz Salete.

Em 1938, de acordo com o ATO 118, da Prefeitura Municipal, previa-se um alargamento na avenida e no canal do Proença. Segundo Villela, o que se observou nos anos seguintes foi a priorização dos loteamentos urbanos.

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“Houve uma valorização do bairro e uma verticalização a partir da década de 60”

, explica o estudioso.

Em 1944, a propriedade de Arlindo Joaquim de Lemos se transformou em bairro, depois de ser loteada pela Companhia Imobiliária Campineira, e foi batizada oficialmente como “Jardim Proença”. Parte do terreno, conhecida como “Baixada do Proença”, é o lugar onde hoje está o Estádio Brinco de Ouro da Princesa do Guarani Futebol Clube. “Eu vi muita coisa nesse Proença”, revela o empreendedor Renato Squarizi, que atua em frente à Avenida Princesa D’Oeste e se recorda quando, na via, ainda não havia prédios. Para ele, o principal motivo da ascensão do bairro pode ser explicada pela construção dos Estádios Brinco de Ouro da Princesa, no Jardim Guarani, e do “Moisés Lucarelli”, da Ponte Preta, no bairro Ponte Preta.

CONSTRUÇÕES HISTÓRICAS

A tulha está está localizada na Vila Lemos, na região do Jardim Proença, em Campinas (Foto: Tudo EP)

Na região do Jardim Proença, no bairro Vila Lemos, há outro destaque: a mais antiga construção particular preservada da cidade, a tulha principal (que acredita-se ser do final do século XVIII) e uma parte da senzala (que, possivelmente, foi erguida na primeira metade do século XIX). Segundo o pesquisador e jornalista Gilberto Gatti, esse é um dos conjuntos históricos tombados com maior destaque de Campinas, por ter participado de diversos momentos da história. Além de armazenamento de café, o lugar também foi pouso de tropeiros, antes da cidade ter sido formada.

Em 1978, o lote foi adquirido pelo então arquiteto e pesquisador Antonio da Costa Santos. Toninho, como era conhecido, foi eleito prefeito da cidade em 2000, mas ficou apenas nove meses no cargo, já que foi assassinado no dia 10 de setembro de 2001.

De acordo com Gatti, Toninho foi responsável por restaurar e usar o local como objeto de pesquisa sobre a evolução urbana da cidade. Com os estudos, o conjunto foi tombado em 1986 pelo Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico) e, em 1990, pelo Condepaac (Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Campinas)

Apesar da importância histórica, palco do futebol campineiro, da mais antiga construção da cidade e de uma das principais avenidas do município, a região está em constante transformação e o bairro não para.

Acompanhe cada uma das matérias sobre o Jardim Proença abaixo e entenda o que há de fato no lugar:

A TRANSFORMAÇÃO DO PROENÇA

  1. Descubra qual é a relação do Estádios da Ponte Preta e do Guarani com o Jardim Proença

Eles assistiram ao desenvolvimento do bairro. Os Estádios “Moisés Lucarelli”, da Associação Atlética Ponte Preta, e o “Brinco de Ouro da Princesa”, do Guarani Futebol Clube, foram construídos durante as décadas de 30 e 50, quando nem o bairro ainda havia se estruturado.

“Aqui era só brejo”, afirma o torcedor da Ponte Preta e coordenador de comunicação do time, Paulo Santana. “Esse terreno aqui, ele foi comprado em 1930, quando três pontepretanos se juntaram para comprar o espaço”. Santana faz referência a Olímpio Dias Porto, José Cantúsio e Moysés Lucarelli, no qual tem o nome eternizado na arena.

No outro lado da região do bairro, o Brinco de Ouro da Princesa ganharia forma na década de 50, mas há uma história do time em duas outras regiões de Campinas. “O Guarani surgiu em 1911 e começou a utilizar um campo na Vila Industrial e depois em um no Guanabara, conhecido como pastinho”, explica o superintendente executivo do Guarani Futebol Clube, Marcelo Tasso.

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  1. Jardim Proença: Conheça histórias de moradores do bairro

Ela varria a calçada da casa que fica em frente à Praça Renê Penna Chaves, conhecida como Buracão, no Jardim Proença. A sugestão do apelido pode ser percebida por causa de uma rua da área de lazer, a Rosa Lopes, que, comprida, parece um tobogã. Quem olha à Renê Penna Chaves do cruzamento entre a Rosa Lopes e a Cônego Oscar Sampaio tem a impressão de ver uma verdadeira ‘cratera’ entre as casas. Aquele é o cenário cotidiano da dona Sueli.

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  1. Descubra como é ter um comércio na região do Jardim Proença, em Campinas

De dentro para fora do comércio de informática entre um prédio e uma lavanderia, Renato Squarizi tem uma visão privilegiada da Avenida Princesa D’Oeste. Na loja, o empreendedor pode observar, dia após dia, as constantes mudanças do bairro.

Há 50 anos na região do Jardim Proença, Squarizi, que não é natural da cidade, tem orgulho de ser morador de Campinas. Ele vem de Valinhos e se mudou para a metrópole aos 2 anos. Atualmente, aos 58 anos, ele afirma que já viu inúmeras transformações no bairro. “Atualmente, minha família é toda daqui [Campinas] e também tem bastante referência na região”.

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  1. Casa Grande e Tulha: Um conjunto tombado na região do Jardim Proença

Quem anda pela Avenida Dr. Arlindo Joaquim de Lemos pode se deparar com um conjunto arquitetônico que destoa no bairro Vila Lemos, na região do Jardim Proença. De um lado, a fileira de prédios modernos que cobrem grande parte da avenida, do outro, um muro de cercas vivas e uma antiga construção em meio às árvores.

Uma entrada, protegida por dois portões – uma de vidro e outra de grades de ferro -, separam um pedaço de Campinas histórica do resto moderno da região. De acordo com o professor e arquiteto urbano Luiz Cláudio Bittencourt, esse pode ser um dos mais antigos edifícios de pouso que se tem registro.

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  1. Semente Esperança: Conheça o projeto que ajuda crianças em vulnerabilidade na região do Proença

“Pegar firme nos compromissos”, esse parece ser o lema da ONG (Organização não Governamental) Semente Esperança, no Jardim Guarani, na região do Jardim Proença, em Campinas. A instituição é um centro socioeducativo que tem como principal objetivo acolher crianças e adolescentes da periferia.

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Projeto Vozes da Nossa Gente

Essa matéria faz parte do projeto multiplataforma “Vozes da Nossa Gente” do portal ACidade ON Campinas. O projeto destaca o jornalismo hiperlocal e busca uma maior conexão com a comunidade.

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