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2018: Esse será o ano da Black Friday dos Bitcoiners?

Estima-se ainda que cerca de 370 mil pessoas comprem pela primeira vez no ambiente online em 2018 e alguns deles serão os bitcoiners

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As ações mais comuns de quem já está no mercado das criptomoedas é aproveitar a Black Friday para dar um upgrade em seus computadores

 

O comércio eletrônico deve faturar R$ 2,43 bilhões durante a Black Friday neste ano, alta de 15% em relação a 2017, aponta a estimativa da Ebit|Nielsen. No dia 23 de novembro, acontece a Black Friday e com isso alguns sites vai trabalhar com comércio de produtos baseados em criptomoedas. A data já é a segunda mais importante do mercado brasileiro. Estima-se ainda que cerca de 370 mil pessoas comprem pela primeira vez no ambiente online em 2018 e alguns deles serão os bitcoiners (pessoas que colecionam bitcoins).

O principal site que promete unir vendedores e interessados é o www.bitcoinblackfriday.com. O site existe desde 2012, inicialmente como meio de conscientização sobre Bitcoin. 

Aos poucos as moedas virtuais vão ganhando espaço no dia a dia. Esse ano por exemplo, vendedores do Mercado Livre poderão transformar seu saldo de compras e vendas em bitcoins. O fato acontece graças a parceria com a startup Ripio, que administra carteiras digitais para armazenar, comprar ou vender bitcoins. Ao todo, o Mercado Pago conta com 211 milhões de usuários.

As ações mais comuns de quem já está no mercado das criptomoedas é aproveitar a Black Friday para dar um upgrade em seus computadores ou até mesmo comprar peças para minerar. A data também é boa oportunidade para promoções e atrair novos interessados em comprar a moeda virtual.

Para o advogado Dori Boucault o mais importante é ter cuidado. "Como é algo muito novo, a legislação não tem ainda uma abordagem exatamente sobre como agir em casos que envolvam algum tipo de dano. É preciso ter cautela pois se trata de algo que não existe fisicamente. As pessoas deveriam aguardar antes de mergulhar nessa moda porque tem muita regulamentação por vir e respaldar o cliente."

Quem acredita em uma maior adesão é Guilherme Silvestre, sócio da DMKT Digital. Para ele, a grande maioria das empresas que aceitam Bitcoin utilizam uma plataforma de pagamento que realiza a troca instantânea de Bitcoin por Reais no momento da venda. Dessa forma a empresa que efetua a venda não fica exposta à flutuação do preço do bitcoin em relação ao Real. Como o recebimento final é em Reais (e não em Bitcoin), os problemas de pós-vendas tornam-se semelhantes a outras formas de pagamento comuns no mercado.

Ambos os entrevistados acreditam quem o consumidor precisa fazer as contas na hora da compra. "A partir do preço do produto, geralmente em Reais, é preciso verificar qual a taxa de conversão para Bitcoins naquele momento, uma vez que a volatilidade é alta. Essa conversão vem acompanhada de taxas de transação. Por isso é importante que o consumidor se atente ao valor de mercado do Bitcoin, antes de realizar compras usando essa forma de pagamento", explica Silvestre.

Reclamações
O consumidor que encontrar uma situação em que o preço do produto não está apresentado de maneira clara e em destaque, ou que a fonte seja menor do que o tamanho 12, deve acionar órgãos de proteção e defesa como os Procons, o Ministério Público e a Secretaria Nacional de Defesa do Consumidor do Ministério da Justiça. Os sites que estiverem violando artigos da lei podem ser multados ou até suspensos. Portanto, fique atento se o site não está na lista de sites sujos do Procon-SP