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Veja como descobrir se o toner da impressora é falsificado

Confira algumas dicas para ajudar na identificação de um produto original

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Embalagem e detalhes são os principais detalhes para serem verificados
 

O número de mercadorias falsificadas é alarmante: a comercialização de cartuchos ilegais representa de 5% a 7% do mercado mundial, de acordo com estudo do United Office on Drugs and Crime. Muitos desses itens chegam ao consumidor por meio de renomados marketplaces, onde a compra é efetuada sem que ele perceba a ilegalidade.  

Há produtos com preços abaixo dos praticados no mercado, mas outros passam desapercebidos quando a diferença de valor é confundida com uma promoção do marketplace confiável. Toners e cartuchos de tinta para impressoras têm sido grandes alvos dessa prática ilegal e, normalmente, o cliente não consegue identificar a diferença da mercadoria clonada para a original. Se percebe, é só quando a recebe ou mesmo quando vê o resultado ruim ou afeta o funcionamento de uma máquina.

Para o especialista Rodrigo de Oliveira, da Distribuidor de Toner, antes de efetuar a compra é importante checar a idoneidade da loja e dos parceiros do marketplace. "Tomando como exemplo que um modelo custe em média R$ 360 e é vendido por R$ 102, já acende o sinal vermelho de que há algo estranho."  

Confira algumas dicas para ajudar na identificação de um produto original*:  

- Diferenças no design: Certos detalhes da caixa podem passar, mas é possível detectar diferenças tanto na qualidade quanto na impressão das embalagens. Logos destoantes e picotes mal cortados são indicações de clonagens. Os toners da HP, por exemplo, têm uma lateral do pacote impressa em preta. Em um original a parte de dobra com a cor, não se estende para as laterais, enquanto no falsificado é possível observar essa extensão.  

- Etiqueta com QR Code: Alguns fabricantes desenvolveram um selo para identificar a legitimidade do toner. Atualmente no comércio pirata, os toners possuem um adesivo muito semelhante ao original, porém há dois detalhes: possui formato retangular e o desenho de gota impresso, o que identifica ser um produto para janto de tinta. Originalmente na embalagem de toner ele é quadrado e tem a figura de um celular.  

- Código de identificação: Cada toner sai de fábrica com um registro único. A mesma numeração encontrada na embalagem corresponde ao que está gravado na carcaça e é uma espécie de RG do produto. Os que são produzidos ilegalmente não possuem esta inscrição internamente ou apresentam um número aleatório que não bate com o da caixa.  

- Recurso de autenticação: O software que já vem na impressora ou pode ser instalado verifica e confirma a autenticidade do toner inserido. Caso seja original, um aviso de pop-upaprova, caso contrário um alerta é enviado para que seja averiguado se o mesmo não é falso.  

- Duração e qualidade da impressão: O uso de suprimento pirata impacta diretamente no rendimento da impressora, que diminui drasticamente. As impressões em P/B costumam sair acinzentadas e as coloridas com tonalidades diferentes, como amarelo muito claro, por exemplo.  

- Falha ou quebra do equipamento: Se a impressora travar, quebrar ou apresentar outros problemas, pode ser consequência mais grave em decorrência do produto falsificado. Em um primeiro momento, usar cartuchos sem procedência garantida pode resultar apenas em falhas nas impressões, mas a longo prazo causa danos ao equipamento. Por se tratar de uma substância de tinta em pó, há risco de vazamento interno, que pode levar à inutilização da impressora.  

*Os toners avaliados foram os modelos CF380X, CB436A e CE285A da HP