Aguarde...

Cotidiano

Covid-19: Campinas completa 20 dias com leitos de UTI no limite

Cidade está nesta quinta-feira (2) com 88,17% da rede pública e privada ocupada; situação no SUS é pior, com ocupação de 95%

| ACidadeON Campinas

Campinas completa 20 dias com lotação máxima em hospitais pelo novo coronavírus (Foto: Denny Cesare/Código19) 

*Esta matéria foi atualizada às 19h16 de quinta-feira (2) 

Há 20 dias, a rede de saúde de Campinas - principalmente a pública - está trabalhando no limite por conta do avanço do novo coronavírus, que já matou 343 pessoas e infectou 8.995 na cidade. Nesta quinta-feira (2), a taxa de ocupação de leitos de UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) nos hospitais públicos e privados chegou a 88,17%.

A situação, no entanto, é mais grave na rede pública, com taxa de ocupação hoje de 95%. Segundo dados da Prefeitura de Campinas, de 221 leitos oferecidos pela gestão municipal e estadual, 210 estão ocupados.

No SUS municipal, dos 145 leitos disponíveis, 141 estão ocupados, o que equivale a 97%. Apesar da alta ocupação, hoje é o primeiro dia que a rede municipal volta a ter leitos livres em 20 dias. Já no SUS Estadual, que compreende o Ame (Ambulatório Médico de Especialidades) e o HC (Hospital de Clínicas) da Unicamp, a taxa é de 91%. Ou seja: de 76 leitos, 69 estão ocupados.

Na rede particular, como tem ocorrido desde o começo da pandemia, a situação é melhor. São 151 leitos, dos quais 118 estão ocupados, o que equivale a 78%. De uma forma geral, há 44 leitos livres somando as redes pública e particular.  

ENVIO DE PACIENTES 

A RMC (Região Metropolitana de Campinas) já enviou 88 pacientes infectados com coronavírus para tratamento na Grande São Paulo, segundo o governo estadual. A informação foi revelada em coletiva de imprensa na tarde desta quinta-feira (2). Somente Campinas enviou seis pacientes em junho, de acordo com o Estado.

O QUE DIZ A PREFEITURA

Sobre a situação, a Secretaria de Saúde disse que "tem garantido acesso com qualidade a todos os pacientes, com ampliação de leitos de retaguarda e UTIs, bem como o cuidado na atenção básica".

Para fazer frente a pandemia e ao aumento da demanda, a Administração explicou que criou 141 leitos exclusivos para covid-19 e o município conta, ainda, com leitos estaduais no HC da Unicamp e no AME. "A ocupação de leitos é muito dinâmica e monitorada diariamente pela Secretaria de Saúde, tanto com relação à rede privada, quanto à rede pública", disse.

Além disso, a Secretaria disse que o coeficiente de letalidade no município é de 3.7, inferior ao do Estado, do Brasil e da média mundial. "Campinas segue as orientações do Centro de Contingência do Coronavírus do Estado, que classificou a cidade na fase laranja. No dia 22 de junho, o prefeito Jonas Donizette restringiu a abertura do comércio de rua, dos camelôs e dos shoppings centers", afirmou em nota.

A vigilância em Saúde e a Atenção Básica também disseram que monitoram os casos suspeitos e confirmados e reforçam a necessidade do isolamento através da emissão de atestado sanitário e intensificando as ações de investigação e intervenção em surtos inclusive em instituições de longa permanência para idosos e outros estabelecimentos.

"Medidas como a lavagem das mãos e o uso de máscaras de proteção e de álcool gel têm sido amplamente divulgadas. Também têm sido realizadas fiscalizações para garantir o cumprimento da quarentena", disse a Secretaria.

Por fim, a Administração Municipal reiterou "que a quarentena continua em vigor e pede que as pessoas continuem a respeitar as normas de distanciamento social. E, quem puder, fique em casa".

Mais do ACidade ON