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Saúde lidera, mais uma vez, queixas na ouvidoria da Prefeitura

Há um ano, setor de Saúde superou Serviços Públicos na liderança das reclamações, e não saiu mais do topo do ranking

| ACidadeON/Campinas

Paço Municipal de Campinas. (Foto: Carlos Bassan/Prefeitura de Campinas) 

Queixas referentes aos serviços realizados pela Secretaria de Saúde de Campinas lideram, com folga, o ranking das reclamações recebidas pela Ouvidoria da Prefeitura no segundo trimestre deste ano (abril a junho).

Foram 482 novas queixas no período. Os principais motivos de reclamações são atendimento, consultas (demora, mudança de datas) e realização de exames. Só em relação à Saúde, de abril a junho a ouvidoria "resolveu" 475 reclamações - 216 recebidas dentro do mesmo período e 259 vindas de meses anteriores.

A resolução da queixa consiste em uma resposta enviada ao cidadão que fez a reclamação, mas não necessariamente na solução do problema em si. Por exemplo: se o usuário reclama da falta de medicamentos em um centro de saúde, a Ouvidoria responde com uma explicação sobre a ausência do remédio, mas não com o medicamento em si.

Mesmo assim, destaca o governo, o envio de queixas é importante para que a Prefeitura possa elaborar um diagnóstico oficial das principais demandas do cidadão para poder investir nas soluções.

NA PONTA

Os levantamentos da Ouvidoria são divulgados sempre de três em três meses, desde 2016. O segundo trimestre deste ano é o quarto seguido em que a Saúde liderou as queixas - ou seja, há um ano. No segundo trimestre de 2017, o maior número de reclamações era da Secretaria de Serviços Públicos, puxadas principalmente por podas de árvores e manutenção de praças.

BALANÇO

A Ouvidoria da Prefeitura de Campinas encerrou o mês de junho com 1.478 queixas sem solução. De abril a junho, foram 1.398 solicitações atendidas e solucionadas.

A maior parte das queixas foi recebida pelo telefone 0800-7727456, com 1.083 registros, seguido da internet (829). A maioria das reclamantes é mulher (63,9%), tem mais de 60 anos (29,7%) e tem ensino médio completo (33,7%). Em relação à ocupação, a maioria dos reclamantes é aposentado (24,8%).

O levantamento completo pode ser visto no Diário Oficial de Campinas, clicando aqui.  

OUTRO LADO 

A Prefeitura de Campinas se pronunciou por meio de nota oficial. Leia na íntegra:  

"O número de reclamações da Secretaria Municipal de Saúde, no relatório trimestral da Ouvidoria, é baixo em relação ao volume de atendimento mensal prestado à população. São realizados mais de 1 milhão de procedimentos por mês, considerando todos os tipos de atendimento oferecidos pelo Sistema Único de Saúde Municipal.

Foram 482 queixas em três meses, uma média de 160 por mês, o que representa 0,016% do total. Além disso, das queixas recebidas pela Ouvidoria, 475 já foram solucionadas, metade delas dentro do mesmo trimestre. No item "Consultas Médicas" foram 93 reclamações no trimestre, o que dá 31 queixas por mês. O número é irrisório se comparado à média de 56 mil consultas mensais.  

Os investimentos em Saúde são prioridade da Prefeitura de Campinas. Foram entregues seis novos Centros de Saúde, o Hospital de Amor, o Centro de Tratamento de Queimaduras e reformadas de mais de 30 unidades. Pelo Saúde em Ação, o município, em parceria com o Estado e o BID, está entregando 13 novas sedes e nove reformas, todas equipadas.  

Será inaugurada, em breve, o Ambulatório Médico de Especialidades (AME) e está em construção o PS Metropolitano. O Samu recebeu 15 novas viaturas. Foram contratados, por meio de concurso, de mais de 2,5 mil servidores para a saúde. O modelo de gestão foi modernizado e qualificado com a criação da Rede Mário Gatti de Urgência e Emergência.

Importante destacar que Campinas é uma das cidades que mais investem recursos próprios na saúde, cerca de 30% do orçamento municipal, mais da metade da média nacional e do estipulado por lei, que é de 15%."




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