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Medicina da PUC e Unicamp estão entre as melhores de SP

O conselho não informa as notas dos alunos ou as posições dos cursos melhores avaliados porque diz que o objetivo do exame não é elaborar um ranking

| ACidadeON Campinas

Medicina da Unicamp e da PUC se destacam em avaliação. (Foto: Código 19)
Os cursos de medicina da PUC-Campinas e da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) estão entre os melhores do estado segundo o Cremesp (Conselho Regional de Medicina de São Paulo). A entidade divulgou nesta quarta-feira (26) os resultados do exame anual que realiza com alunos do 6º ano e recém-formados da área.

O conselho não informa as notas dos alunos ou as posições dos cursos melhores avaliados porque diz que o objetivo do exame não é elaborar um ranking. No entanto, os cursos das duas faculdades de Campinas aparecem entre os que obtiveram os melhores desempenhos - significa que 50% ou mais de seus alunos fizeram o exame do Cremesp e pelo menos a metade dos participantes foi aprovada (acertou, no mínimo, 60% da prova).  
 
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Na PUC-Campinas, 128 formandos fizeram a prova. Na Unicamp, 120. Além delas, em Campinas, também participaram alunos da São Leopoldo Mandic.

O Cremesp avalia os resultados gerais como positivos porque, pelo segundo ano consecutivo, mais da metade dos alunos foi aprovada na avaliação. O exame de 2018 teve recorde de inscrição e de participação entre todas as edições, com 4.690 inscritos e 3.174 participantes, dos quais 61,8% ou 1.961 acertaram mais de 60% das 120 questões da prova. A edição contou com a participação de todas as escolas médicas do estado.

O exame é facultativo e permite que os egressos testem seu conhecimento e que as escolas tenham parâmetros de desempenho por áreas. "Os resultados dos últimos anos sinalizam que as escolas e os participantes estão valorizando o Exame e se preparando melhor, avalia Lavínio Nilton Camarim, presidente do Cremesp.

O objetivo do Cremesp, agora, é tornar o exame obrigatório para a prática da medicina, como já acontece com o exame da OAB para os advogados. "Este cenário corrobora com a real necessidade de uma avaliação sistemática e obrigatória que contribuirá para a melhoria constante da Medicina e da assistência à população", destacou Camarim.

ERROS

No exame do Cremesp de 2018, muitos dos recém-formados demonstraram não saber interpretar exames para diagnosticar e administrar a conduta terapêutica adequada em casos médicos básicos, e problemas de saúde frequentes. A seguir, alguns exemplos de questões com altos índices de erro:

- 86% erraram a abordagem inicial para atendimento a paciente vítima de acidente de trânsito;
- 69% não souberam as diretrizes para aferição da pressão arterial;
- 68% não acertaram a conduta para paciente com infarto no miocárdio;
- 65% erraram o quadro laboratorial do diabetes mellitus descompensado;
- 59% não informaram corretamente o período de transmissão da gripe;
- 44% não souberam identificar o agente causador e um dos principais transmissores da Doença de Chagas

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