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MP abre inquérito para investigar racismo na PUC

Um aluno do curso de Direito fez imitações de macaco, enquanto uma aluna recitava o poema "Me Gritaram Negra"

| ACidadeON Campinas

Universidade abriu sindicância pra investigar caso. Foto: Divulgação/PUC Campinas 

A promotora de de Justiça dos Direitos Humanos e Inclusão Social, Cristiane Correa de Souza Hillal, abriu, no começo da tarde desta quarta-feira (18), um inquérito civil para apurar o caso de racismo que teria acontecido na semana passada durante um evento cultural da PUC-Campinas.

De acordo com a denúncia do Centro Acadêmico de Serviço Social da universidade, um aluno do curso de Direito fez imitações de macaco, enquanto uma aluna recitava o poema "Me Gritaram Negra". A universidade abriu uma sindicância para investigar o caso.

Segundo a nota publicada pelo Centro Acadêmico, a imitação ocorreu durante o Sarau do Centro Acadêmico de Ciências Sociais. Na nota, o Centro afirma que se solidarizou com a aluna do curso de Ciências Sociais que foi vítima da violência: "... repudiamos totalmente este ato racista e nos colocamos a inteira disposição para elaborar as ações de combate a este ocorrido. Queremos que a PUC Campinas se pronuncie sobre o caso e expulse este racista da Universidade", afirmou a nota.

A promotora lembrou que esta não é a primeira vez que a Faculdade de Direito da PUC Campinas tem alunos praticando racismo.

"Em 2017 esta Promotoria de Justiça firmou 15 compromissos de ajustamento com estudantes que praticaram ofensas racistas em rede social, sendo importante, para além da responsabilização individual do estudante, entender como a Universidade está trabalhando a questão em termos preventivos e disciplinarmente repressivos para que o racismo estrutural e institucional também possa ser compreendido e combatido", afirmou.

A PUC-Campinas informou, através de nota, que recebeu a notificação do Ministério Público do Estado de São Paulo às 16h08. Agora analisa as medidas jurídicas cabíveis em relação às solicitações feitas pelo Ministério Público.

"A Universidade continua apurando o caso por meio de uma sindicância interna e, junto a isso, acompanha as investigações a serem conduzidas pela Polícia Civil após o registro de um Boletim de Ocorrência por uma aluna da instituição". 


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