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Emdec diz que culpa pelo calor em pontos de ônibus é do sol

Empresa, no entanto, não descarta modificar material de novas estruturas caso seja constatada falta de eficiência térmica

| ACidadeON Campinas

Cobertura é feita de um material que não protege dos raios solares (Foto: Denny Cesare/Código 19)

A Emdec (Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas) atribuiu ao calor "acima da média" o desconforto nos novos pontos de ônibus da cidade sentido por alguns usuários do sistema. No último sábado (8), o ACidade ON mostrou que passageiros se queixam da sensação de abafamento nas estruturas.

O problema seria intensificado pelo material utilizado na cobertura (policarbonato). Especialista consultado pela reportagem disse que o material é uma boa opção por ser bom e barato, além de conferir um bom resultado estético, mas que é inadequado para países de clima tropical por não inibir o calor.

Em nota, a Emdec contesta a informação. "A alegação de que o material utilizado na cobertura 'causa efeito estufa para quem fica embaixo do abrigo' carece de dados e de melhor embasamento. O desconforto térmico manifestado por alguns usuários pode ser atribuído ao registro de temperaturas ambientes em 2019 mais altas do que a média histórica do município", informou.

Além disso, a Emdec disse ainda que as características técnicas da cobertura "são compatíveis com o padrão de clima quente e abafado de Campinas no Verão", pois permite a passagem de somente 30% de luminosidade da luz visível (VLT) e apresenta um Coeficiente de Ganho Térmico Solar de 0,5 (SHGC), transmitindo para ao interior do abrigo somente 50% da energia térmica da luz solar.

ACOMPANHAMENTO

A Emdec afirmou, no entanto, que vai fazer um acompanhamento, junto com a concessionária responsável pelos novos pontos de ônibus, para verificar a temperatura embaixo dos abrigos e no exterior (ao redor). "Se for constatada a não eficiência térmica necessária da cobertura dos novos abrigos, a Emdec irá promover alterações na especificação do material", informou.

LEIA ABAIXO A NOTA DA EMDEC NA ÍNTEGRA:

Em relação a matéria apresentada pelo ACidade ON em 08/02/20, a Emdec vem informar que:

Os abrigos utilizados como padrão pela EMDEC foram projetados pela Coesa e implantados na revitalização da Avenida Francisco Glicério em 2015. Após a implantação e durante o acompanhamento nos anos de 2016 e 2017 não foram registradas queixas dos usuários quanto a excesso de calor nos abrigos, sendo o padrão utilizado na Glicério padronizado para o Munícipio.

O processo de concessão realizado em 2018 previu a utilização do padrão Glicério. O projeto deste abrigo, além de um visual contemporâneo e atemporal, se integra harmoniosamente à paisagem urbana e apresenta uma evolução em termos de conforto, segurança e funcionalidade para os usuários, oferecendo além de 4 assentos, espaço para cadeirante, tomadas USB para recarga de celular e iluminação em LED.

Tecnicamente, a temperatura no interior do abrigo é definida por uma série de fatores além das características construtivas e dos materiais utilizados. Entre estes fatores destacam-se:
- A temperatura ambiente externa e a hora do dia;
- A posição do sol e das condições exteriores tais como a convecção natural favorecida (ou não) pelo vento;
- O local de instalação com a existência ou não de cobertura vegetal próxima ou de áreas de sombra devido a projeção de edificações.

O material utilizado na cobertura é o policarbonato alveolar da cor fumê de 6 mm e os fechamentos laterais e de fundo são efetuados com vidro temperado fumê de 10 mm de espessura. Estes materiais asseguram proteção adequada contra as intempéries (sol, chuva e vento).

A alegação de que o material utilizado na cobertura "causa efeito estufa para quem fica embaixo do abrigo" carece de dados e de melhor embasamento. As características técnicas da cobertura são compatíveis com o padrão de clima quente e abafado de Campinas no verão, pois permite a passagem de somente 30% de luminosidade da luz visível (VLT) e apresenta um Coeficiente de Ganho Térmico Solar de 0,5 (SHGC), transmitindo para ao interior do abrigo somente 50% da energia térmica da luz solar.

O desconforto térmico manifestado por alguns usuários pode ser atribuído ao registro de temperaturas ambientes em 2019 mais altas do que a média histórica do Município.

Todavia, a Emdec, juntamente com a Concessionária, acompanhará tecnicamente a evolução do tema, avaliando de forma permanente eventuais alternativas, se aplicáveis.

Cabe a ainda destacar que os gastos com a implantação e manutenção dos novos abrigos são arcados pela Concessionária, tendo como contrapartida a exploração de publicidade nos MUPI - Mobiliários Urbanos para Informação instalados junto aos abrigos, desonerando o Município destes gastos e mesmo dos custos com energia elétrica utilizada na iluminação.

A Emdec ressalta ainda importância de a população zelar pelos mobiliários públicos denunciando, através do telefone 118, atos de vandalismos e colagens irregulares de panfletos, que além de danificar e prejudicar a comunicação e conforto dos usuários, são proibidos por lei.

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