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Mãe de Andrew cobra punição: "Justiça não está sendo feita"

Aparecida Fátima Silva pede mais agilidade da polícia nas investigações sobre o assassinato de seu filho

| ACidadeON Campinas

Aparecida Fátima Silva, mãe de Andrew (Foto: Bárbara Gasparelo/ACidade ON)
A segurança patrimonial Aparecida de Fátima Silva, 47 anos, mostra muito mais indignação do que tristeza ao falar sobre a morte do filho, Andrew Silva Jaroczinski, de 19 anos, no último dia 9, após uma confusão no bar Velho Casarão, no Centro de Campinas.

Na noite desta sexta-feira (14), ela esteve em um protesto, em frente ao bar, junto com cerca de 70 familiares e amigos que pediam mais rapidez nas investigações do crime.

"A justiça não está sendo feita, a polícia tem tudo na mão. Por qual motivo estão pegando tanto depoimento dos envolvidos e o principal, o assassino, que tem endereço, ainda não foi depor?", questionou Aparecida.

Ela teme que o homem identificado apenas como Osmar, a quem a polícia atribui a facada que matou Andrew, fuja de Campinas. "Está havendo um descaso. Não tem nada que impede ele de sair. Perguntam se eu não tenho medo de falar essas coisas, mas eu não tenho medo. O que eu tinha de mais precioso eu já perdi", afirmou.

Na última quinta (13), a Polícia Civil de Campinas informou que ainda não pediria a prisão preventiva do suspeito de assassinar Andrew e que o homem será um dos últimos a ser ouvido - o que deve acontecer na próxima segunda (17).

O delegado Hamilton Caviola explicou que não fez o pedido de prisão pois aguarda reunir mais provas contra o suspeito e ouvir mais versões sobre a briga.

Aparecida também contesta a versão da defesa dos donos do bar de que eles teriam agido por legítima defesa. "Ele não gostava de confusão. Gostava de sair e se divertir, mas nunca se meteu em coisa errada. Eu vi todas as imagens. Ele ficou em choque, parado. Não brigou com ninguém. Não tinha necessidade de dar facada nele".

A Polícia Civil também já descartou a possibilidade de legítima defesa.  



"ME CHAMAVA DE PARÇA"

Aparecida também falou sobre o perfil do seu filho. "Era um menino amoroso. Quando eu estava mal ele perguntava 'por que você está nessa mãe?'. Me chamava de parça, de mandracona. Tirava sarro, era a alegria da minha vida. Perdi tudo", disse.

Ele também disse ter percebido um comportamento diferente em seu filho na noite do crime. "No sábado, quando ele saiu, ele falou que estava muito cansado, só ia dar uma esparecida, que estava com fome, ia jantar e já voltava. Ele ficou parado na porta da cozinha, me olhando do nada. Ele não tinha esse costume", contou.

Segundo Aparecida, Andrew fez curso técnico de mecatrônica e trabalha com telemarketing. "Ele dizia que todo serviço é bom. Ele entregava currículo, mas o jovem quer ter o dinheirinho, né? Dizia que ia juntar dinheiro, tirar carta e entrar na faculdade. Era cheio de sonhos", afirmou. 


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