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Cotuca voltará a prédio próprio no segundo semestre

As aulas do Cotuca vem acontecendo em imóvel alugado desde agosto de 2014

| ACidadeON Campinas -

Sede própria do Cotuca passa por revitalização. (Foto: Antonio Scarpinetti/Unicamp)

Os estudantes do Cotuca (Colégio Técnico de Campinas) devem voltar a estudar no prédio próprio a partir do segundo semestre deste ano. Hoje, ele, estudam em um prédio alugado pelo Estado no bairro Chácara Primavera.

O prédio histórico do Cotuca fica na Rua Culto à Ciência, área central de Campinas, e a estimativa é que os estudantes passem a frequentar o local em agosto. O casarão, tombado como patrimônio histórico, começou a ser restaurado neste mês pela Campinas Decor para a edição deste ano da mostra.

As aulas do Cotuca vem acontecendo em imóvel alugado desde agosto de 2014, devido à interdição em fevereiro de 2014, por falta de condições de uso da sede própria. O casarão histórico foi doado pelo abolicionista Bento Quirino dos Santos.

As obras para a readequação do prédio começaram neste mês e devem ser concluídas até agosto. A expectativa é que os alunos e professores possam estar, no segundo semestre letivo, já no antigo prédio, de onde precisaram sair em 2014. A recuperação do local é de responsabilidade da Campinas Decor, em parceria com a Unicamp.  

"Para toda a comunidade do colégio a revitalização está sendo fundamental. É uma injeção de ânimo porque estávamos sem o nosso lugar desde 2014. A grande expectativa é ver como o prédio vai ficar e depois colocar toda a infraestrutura para voltar em meados de agosto", afirmou a diretora do Cotuca, Vanessa Petrilli Bavaresco.   



A coordenadora-geral da Unicamp, Teresa Atvars, reforça a importância da articulação entre a universidade e a Campinas Decor, lembrando que já foram realizadas outras duas revitalizações através da parceria: na Fazenda Argentina e na Estação Guanabara.

O retorno do Cotuca ao prédio, avalia, trará benefícios não só à comunidade escolar, mas também ao entorno do local, que acabou perdendo atividades, como estacionamentos e lojas, em decorrência da saída do Cotuca. "É um grande orgulho para a cidade que a gente possa ter essas parcerias e recuperar as edificações históricas. Vai ser um ganho muito grande para os alunos, para os professores e para a própria cidade, que ganha um espaço qualificado".  

O fato de se tratar da conservação de um prédio importante história da educação em Campinas, e tombado como Patrimônio Histórico, também é ressaltado por Teresa como um motivo de felicidade para a Unicamp. "Esse prédio é espetacular. Não é só um prédio antigo, é emblemático da história da educação de Campinas. Além de ter a questão arquitetônica, ele traz a história da educação campineira", afirma.  

Os elementos históricos, na revitalização, não serão alterados, garantindo sua preservação, explica a coordenadora da Campinas Decor, Sueli Cardoso. O foco é a manutenção. Além disso, a rede elétrica e hidráulica serão totalmente refeitas, para que atendam às necessidades do Colégio. Sueli também salienta a relevância, para a Campinas Decor, de atuarem na readequação de um prédio público.

"Para a gente foi muito gratificante porque estamos pegando um prédio histórico, uma joia da nossa cidade, pouco conhecido e pouco valorizado, e poderemos devolvê-lo para ser usado, e bem usado, com o retorno do Cotuca", diz. A Campinas Decor, maior mostra na área de arquitetura, decoração e paisagismo do interior de São Paulo, realiza a sua exposição de 2020 entre abril e maio. Nos meses subsequentes, o espaço será adequado para o retorno do Cotuca.  

O PRÉDIO
 
Localizado na Rua Culto à Ciência, na região central de Campinas, o prédio batizado de "Complexo Bento Quirino" foi concluído em 1918 pelo engenheiro e arquiteto Francisco de Paula Ramos de Azevedo. A construção foi realizada com a recomendação de que ali funcionasse um colégio técnico, pedido realizado em testamento pelo vereador abolicionista Bento Quirino dos Santos, falecido em 1915. Em 1967 o Cotuca é fundado e passa a funcionar nas instalações.  

Segundo a organização do Campinas Decor, a reestruturação do espaço custará entre R$10 e 12 milhões. A Unicamp financia parte de obra, com R$2,8 milhões. O valor, já previsto no orçamento aprovado em 2019, é relativo à estrutura da cobertura, aquisição de materiais e contratação de serviços. (Com informações de Liana Coll/Unicamp)

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