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Campinas completa 1 mês sem chuva; seca é a maior em 31 anos

Dados do Cepagri, da Unicamp, mostram que desde o início das medições, em 1989, não houve Outono e Inverno tão seco na cidade

| ACidadeON Campinas

Última chuva ocorreu dia 14 de julho, segundo o Cepagri (Foto: Luciano Claudino/Código19)
Campinas completou nesta sexta-feira (14) um mês sem chuvas - além de também ter o período mais seco em 31 anos de acordo com o Cepagri (Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura) da Unicamp.

De acordo com o centro, a última chuva foi no dia 14 de julho, com apenas 2 milímetros de precipitação. No mês de julho inteiro, foram 7,4 milímetros. A média histórica para o período é de 40,8mm, segundo o Cepagri.

"É baixíssimo. Foi um longo período, mas porque houve um padrão persistente de massas de ar seco sobre o continente, o que impediu a atuação de frentes frias", disse a pesquisadora e professora Ana Ávila, do Cepagri. Historicamente, o período de chuvas começa em setembro na região.

Por conta do tempo seco, a Defesa Civil de Campinas tem emitido comunicados de estado de atenção (com umidade do ar abaixo de 30%) e de alerta (entre 12% e 20%) com frequência nos últimos dias.

Quando isso acontece, o órgão recomenda suprimir exercícios físicos ao ar livre entre 10h e 16h, evitar aglomerações em ambientes fechados e usar soro fisiológico para olhos e narinas. A hidratação deve ser reforçada com consumo de água ao longo do dia.

QUEIMADAS

Além da complicação para a saúde humana - a umidade relativa do ar em 60% é a recomendada - a estiagem provoca mais queimadas. Levantamento da Prefeitura de Campinas mostrou que o número de focos de incêndio em vegetações dobrou nos últimos meses.

Segundo a Defesa, entre maio e 10 de agosto foram 176 focos de incêndio em áreas de mata contra 75 focos no mesmo período (considerando ainda o mês de agosto completo).

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