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Homem acusado de balear duas pessoas em bar tem prisão preventiva decretada

Suspeito foi preso por tentativa de homicídio em Paulínia; ele também é acusado de participar de ataque racista em bar de Barão Geraldo

| ACidadeON Campinas -

Bar em Barão Geraldo onde clientes relataram ataque racista (Foto: Reprodução/EPTV Campinas)

Um homem de 43 anos que foi preso em flagrante por tentativa de homicídio após balear duas pessoas em um bar de Paulínia teve a prisão preventiva decretada - ou seja, ficará preso durante o processo criminal.

Ele também é acusado de participar de um ataque em frente ao Bar do Ademir, próximo da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). Ambos os ocorreram na noite da última sexta-feira (6).

Segundo a SSP (Secretaria de Segurança Pública) de São Paulo, ele foi preso por volta de 23h50 na Avenida dos Expedicionários, no bairro Jardim dos Calegaris, em Paulínia, passou pela audiência de custódia e segue detido em prisão preventiva.

"Diligências estão em andamento pelo 1º DP de Campinas e pela Delegacia de Paulínia para o esclarecimento dos fatos. Detalhes serão preservados para garantir a autonomia do trabalho policial", explicou a pasta.

RELEMBRE O CASO

O homem preso é acusado de estar com um grupo armado que fez disparos e ameaçou pessoas negras no Bar do Ademir, no distrito de Barão Geraldo, em Campinas. Após esse ataque, o grupo também fez disparos que atingiram clientes de outro bar, em Paulínia.

A informação foi confirmada pela GM (Guarda Municipal) de Paulínia na segunda-feira (9). De acordo com a corporação, duas pessoas foram atingidas.

A GM de PaulínIa informou que uma das vítimas foi baleada no abdômen e outra foi atingida com tiros no pé e na mão direita. Eles ainda seguiram para um terceiro bar, onde foram detidos pela Guarda Municipal. 

De acordo com a GM de Paulínia, após o caso no distrito de Barão Geraldo, o grupo passou pelo bairro Real Parque, em Campinas. Depois, seguiu para a outra cidade. No primeiro bar de Paulínia, um deles sacou a arma e efetuou os disparos, sem um alvo definido.

Para testemunhas, os atos foram racistas. Algumas relataram que um dos homens exibia um símbolo nazista, um suástica, nas vestes. O MP (Ministério Público) também investiga o caso e instaurou um procedimento para apurar ato de racismo.

RELATOS

Uma testemunha que prefere não se identificar conta que três homens pararam o carro no meio da rua e desceram ameaçando um funcionário do bar de Barão Geraldo, que tem origem africana. O caso foi por volta de 22h de sexta (6).

"Eu olhei pro lado e eu vi um rapaz dando um soco no dono do bar. Aí o dono do bar segurou a mão dele. Aí os outros dois entraram no carro e ele puxou um revólver. Atirou, deu três tiros pra cima e começou a fazer, a imitar um macaco. Na minha opinião, tem conotação racista, porque além disso ele apontou a arma pro DJ, que também é negro e estava dentro do bar", disse.

O dono do bar afirmou que os homens queriam levar o funcionário dentro do carro, e que ele tentou impedir. "Eu fui tentar apartar a confusão no momento que esses indivíduos tiraram o revólver da cintura e começaram a me ameaçar. Eu cheguei a levar dois socos no rosto e entrei no bar, né. Assim que eu retornei, já houve três disparos e eles foram embora", disse. 

O proprietário disse ainda que quando viu uma arma ficou desesperado e paralisou. "Sei que intimidaram o funcionário. E quando apontou a arma para mim, eu paralisei". Ele falou também que o bar tem mais de 20 anos e que, para ele, foi um caso de racismo. "Não tem porquê. Eles nem estavam no bar consumindo nada", disse.

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