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Unicamp prevê redução de R$ 220 mi no orçamento deste ano

Com a redução, a universidade adotou um plano de contingenciamento de gastos, estimado em R$ 72 milhões

| ACidadeON Campinas

Universidade prevê redução de gastos por causa da pandemia (Foto: Luciano Claudino/Código19)
A Unicamp (Universidade de Campinas) prevê uma redução de R$ 220 milhões no orçamento da universidade neste ano. Os dados foram estimados pela Aeplan (Assessoria de Economia e Planejamento) da instituição, com base na redução da atividade econômica em todo o país. O enxugamento ocorre por causa da pandemia do novo coronavírus.  

Segundo a universidade, os desafios devem ser complexos, e isso é consequência da queda da arrecadação paulista do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), que compõe o Tesouro do Estado, responsável pelo repasse de verba para a universidade. O orçamento previsto para este ano era de 2,7 bilhões. 

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Os cálculos da Secretaria Estadual da Fazenda estipulam uma redução de aproximadamente R$ 172 milhões, mas a universidade calcula um número bem maior.  Com a redução, a Unicamp anunciou que deve adotar medidas para preservar a capacidade financeira, com redução de custos.  

"Mais uma vez, a Unicamp será obrigada a adotar medidas austeras para preservar sua capacidade de pagar os salários de seus docentes e funcionários em dia e de investir em infraestrutura. Não podemos permitir que o déficit orçamentário consuma as reservas institucionais até que estas se tornem insuficientes para cobrir o valor de uma folha de pagamentos. Isso pode comprometer seriamente o futuro da universidade", afirmou a instituição em nota.  

CONTENÇÃO  

Com a redução prevista, a universidade anunciou medidas de contenção de gastos, divididas em nove itens, com a redução total estimada em R$ 72 milhões. Segundo a Unicamp, a área da saúde não deve ser afetada com as reduções. 

Segundo a Unicamp, há ainda um saldo de R$ 128 milhões no orçamento, referente a dotações não empenhadas em anos passados, e esse valor deve ser "poupado tanto quanto possível". A instituição ainda informou que obras aprovadas em anos anteriores serão adiadas.  

Entre os nove itens propostos para o contingenciamento, a universidade cita a suspensão de pagamento de horas extras por três meses, redução do valor de contratação de professores e pesquisadores, renegociação de contratos de água e energia, cortes em setores como limpeza, manutenção e telefonia, além da extinção da parte de prêmios.  

"Por mais duras que possam parecer algumas das medidas, já se sabe que elas serão capazes de amenizar as turbulências do momento, permitindo que a Unicamp continue a desempenhar de forma exemplar o papel que lhe cabe em uma crise de saúde pública, econômica e política da magnitude que estamos enfrentando", justificou a universidade em nota. 

O plano deve ser votado por um conselho, no dia 12 de maio.  Segundo a universidade, algumas medidas devem ser colocadas em práticas imediatamente, já negociações de contratos como de água e energia serão negociados com as empresas.



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