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Ato no Largo do Rosário homenageia profissionais da saúde mortos

Manifestantes pediam melhores condições de trabalho e homenagearam os seis profissionais de saúde que morreram de covid-19 em Campinas

| ACidadeON Campinas

Manifestantes homenagearam os seis profissionais de saúde que morreram de covid-19 em Campinas (Foto: Daniel Mafra/EPTV Campinas)

Um grupo realizou, no Largo do Rosário, na manhã deste domingo (28), um ato em homenagem aos profissionais de saúde que foram vítimas da pandemia de novo coronavírus (covid-19) em Campinas.

No município, 1.407 profissionais da saúde já foram infectados pela doença e seis destes vieram a óbito. Três dos profissionais que morerram eram médicos, dois eram técnicos de enfermagem e uma era auxiliar de saúde bucal (Leia mais aqui).

Ao todo, Campinas já perdeu 291 pessoas para a doença e 7.027 foram infectadas desde o início da pandemia de covid-19.

ATO


A manifestação começou por volta das 10h desse domingo, no Largo do Rosário. O grupo que realizou o ato era formado por profissionais de saúde, usuários do SUS (Sistema Único de Saúde), membros do CUT (Central Única dos Trabalhadores) e militantes.

Em pé e vestindo roupas pretas, os manifestantes ergueram cruzes em homenagem as vítimas da doença no Brasil e pedindo por melhores condições de trabalho para os profissionais de saúde. Eles também carregaram faixa contra o governo federal, estadual e municipal. 

Parte do grupo vestia aventais brancos, em homenagem aos seis trabalhadores da saúde de Campinas que morreram trabalhando no enfrentamento à pandemia.  



Na redes sociais, a CUT, participante da manifestação, explica que o ato foi uma "performance para manifestar nossa indignação frente ao descaso dos governos para com as vidas da população afetada pela pandemia", escreveu. "É necessário que condições dignas de trabalho sejam garantidas, com mais contratação de profissionais, garantia de EPIs, ampliação da estrutura e medidas de contenção pré-hospitalar da pandemia".

Ao fim do ato no Largo do Rosário, o grupo seguiu até o Paço Municipal, onde as cruzes carregadas pelos manifestantes foram plantadas em frente ao prédio da Prefeitura de Campinas. Às 13h, as cruzes já não estavam mais no local. 

Manifestantes levaram o ato até o Paço Municipal (Foto: Redes sociais)

PREFEITURA 

Em nota, a Prefeitura de Campinas lamenta a parte do ato que foi realizada em frente ao Palácio dos Jequitibás. 

Segundo a administração, as cruzes que foram plantadas em frente ao Paço Municipal foi uma ação feita por um grupo formado "por menos de 20 pessoas que não representam os profissionais de saúde da cidade".

A nota diz também que, já no início da pandemia, a administração afastou da linha de frente os profissionais considerados de grupo de risco, e vem oferecendo equipamentos de proteção a todos os servidores que lidam diretamente com pacientes com Covid-19.

Afirma ainda que tomou as primeiras medidas de restrição de aglomerações dez dias antes do Estado e que, mesmo com autorização do Governo Estadual, mantém o comércio da cidade fechado e que a quarentena continua em vigor na cidade.

"A Prefeitura se solidariza com as famílias de vítimas da doença e reitera que o momento é grave e exige seriedade de todos no combate à pandemia", disse.  

*matéria atualizada às 14h51 com o retorno da Prefeitura de Campinas

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