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Com leitos cheios, Estado vê Campinas como "área estressada"

O governo classificou a região de Campinas como uma das mais "estressadas" do sistema de saúde de São Paulo. Capacidade dos leitos bate os 90% nesta terça

| ACidadeON Campinas


Com leitos, no limite, Estado vê região de Campinas como área "estressada (Foto: PMC/Divulgação)

O Estado voltou a demonstrar preocupação com a região de Campinas durante coletiva no começo da tarde de hoje (7) no Palácio dos Bandeirantes na capital. O governo classificou a região de Campinas e a de Ribeirão Preto como as mais "estressadas" do sistema de saúde de São Paulo.

Na coletiva, o Estado disse que a capacidade hospitalar da região Campinas segue acima dos 80%, mesmo com os últimos investimentos feitos pelo governo do Estado.

Ontem, as 42 cidades da região de Campinas voltaram à fase vermelha do Plano São Paulo de flexibilização. Essa fase é a mais restritivas onde apenas o comércio essencial pode funcionar Campinas já vinha desde o dia 22 de junho com o comércio fechado por causa da lotação dos leitos do município.

Na semana passada, quando retrocedeu na classificação, a região de Campinas estava com a taxa de ocupação de leitos para o tratamento de covid-19 acima dos 80% o que automaticamente faz a região retroceder.

Hoje, o Estado afirmou que 174 respiradores foram enviados para a região, sendo a maioria (65) só para Campinas, além de ter feito um investimento de R$ 40 milhões. "Em Ribeirão Preto e Campinas fizemos importantes investimentos para melhorar a capacidade hospitalar", disse Marco Vinholi, secretário estadual do Desenvolvimento Regional. "Foram criados 178 leitos de UTI em Campinas e 88 em Ribeirão Preto, sendo que a ocupação hospitalar ainda está acima dos 80% nessas duas regiões metropolitanas do interior do estado", complementou.   

Vinholi enfatizou também a estabilidade nos índices de isolamento social em São Paulo após a decretação do Plano SP. "Entre a semana 25, que vai dos dias 15 a 21 de junho, e a semana 27, de 29 de junho até 05 de julho, verificamos estabilidade no isolamento social próxima dos 47%", informou.

Para progredir para a fase laranja e menos restritiva, a região de Campinas precisa ficar com a taxa de ocupação de leitos para covid-19 inferior a 80%. Uma nova avaliação deverá ser feita nessa semana e divulgada pelo Estado na sexta-feira (10). 

O DRS (Departamento Regional de Saúde) VII, que cuida da região de Campinas, foi procurado para comentar o caso, mas ainda não retornou o pedido de posicionamento da reportagem.

LEITOS

Ainda nesta terça, Campinas novamente atingiu os 89,97% de ocupação dos leitos exclusivos para tratamento da infecção em hospitais públicos e privados. A taxa engloba não somente os leitos geridos pelo município, como tanto leitos estaduais, como no HC (Hospital de Clínicas), unidade referência para toda a região.

Ao todo, Campinas tem 38 leitos disponíveis hoje. Oito no SUS (Sistema Único de Saúde) e 30 no sistema privado. 

No SUS Municipal (com leitos distribuídos nos hospital Mario Gatti, Ouro Verde, além de leitos contratados de hospitais particulares), 141 dos 145 leitos disponíveis estão ocupados. O que equivale a 97% de ocupação. 

No SUS estadual (com leitos distribuídos entre o Ambulatório Médico de Especialidades e HC da Unicamp), 72 dos 76 leitos disponíveis estão ocupados. O que corresponde a 95% da capacidade. Já no sistema particular, 128 dos 158 leitos estão ocupados, o que equivale a 81% da capacidade. 

CASOS 

Campinas confirmou hoje mais 524 novo casos e 11 mortes de covid-19. Ao todo, a cidade soma 10.474 registros da doença e 384 mortes desde o início da pandemia de novo coronavírus.

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