Especial Covid-19

Especial coronavirus

Pandemia de covid-19 elevou tristeza e nervosismo, diz Unicamp

Estudo da Unicamp, em parceria com a Fiocruz e UFMG, mostrou que hábitos saudáveis diminuíram enquanto estado de espírito piorou durante quarentena

| ACidadeON Campinas -

 

Entrada da Unicamp, em Barão Geraldo, Campinas (Foto: Divulgação/Antoninho Perri)

O período da quarentena por conta do novo coronavírus tem afetado o estado de ânimo das pessoas, fazendo com que elas tenham diminuído hábitos saudáveis. Esse é um dos resultado de uma pesquisa realizada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em parceria com a Unicamp, de Campinas, e com a Universidade de Federal de Minas Gerais (UFMG).

Segundo o estudo, durante o período analisado da pandemia, grande parte da população paulista apresentou problemas no estado de ânimo: 39% se sentiu triste/deprimido e 50,9% se sentiu ansioso/nervoso frequentemente (muitas vezes ou sempre).

Os adultos jovens (18-29 anos) apresentaram percentuais muito mais elevados de que os idosos: 54,9% com tristeza frequente em comparação com 25% dos idosos, e 69,7% com ansiedade frequente em comparação a 31,4% dos idosos.  
 
LEIA TAMBÉM 
Covid-19: Campinas confirma mais 7 mortes e 11.559 casos
Taxa de ocupação de UTI fica em 89,4% em Campinas
 

As mulheres relataram problemas no estado de ânimo com maior frequência que os homens: o percentual de mulheres que se sentiram tristes/deprimidas frequentemente foi 48,4%, enquanto entre os homens foi 28,5% e o percentual que se sentiu ansioso/nervoso frequentemente foi 60,1%, entre as mulheres, e 40,6%, entre os homens.

PIORA NA SAÚDE

Na população do Estado de São Paulo, 26,5% dos adultos relataram que a sua saúde havia piorado com a pandemia.

O percentual de pessoas com risco de agravamento de covid-19 por ser portador de uma doença crônica (diabetes, hipertensão, asma/doença do pulmão, doença do coração, câncer) foi 35,3%. Este percentual alcançou 54,8% entre os idosos, mas 22,3% dos adultos jovens também apresentavam uma dessas doenças.

Entre as pessoas que tinham problema crônico de coluna (32,7% da população), 56,6% relataram aumento da dor. Entre os que não tinham problema de coluna 40% passaram a ter dores na coluna durante a pandemia, provavelmente devido às mudanças nas atividades habituais.

BEBIDAS ALCOÓLICAS E CIGARRO


Na totalidade da população, 18,4% relatou aumento no uso de bebidas alcoólicas durante a pandemia e esse percentual foi mais elevado nas pessoas com 30 a 39 anos (27,4%) e com nível de escolaridade superior (26,7%). O crescimento do consumo de álcool foi 2 vezes maior em quem relatou se sentir sempre triste ou deprimido e mais de 3 vezes superior nos que se sentiram sempre ansiosos durante a pandemia

No total da população, 15,7% são fumantes e 28% deles aumentaram o número de cigarros fumados por dia.

O consumo de alimentos saudáveis também diminuiu durante a epidemia. Por outro lado, o percentual de consumo de alimentos não saudáveis em dois dias ou mais por semana aumentou.

A PESQUISA


A pesquisa foi realizada através de questionário via web. No estado de São Paulo, participaram 11.863 pessoas, de diversos municípios, que responderam às perguntas entre os dias 24 de abril e 24 de maio de 2020. A amostra foi calibrada por meio dos dados da Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílios (PNAD) de 2019 e do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) para obter a mesma distribuição por sexo, faixa etária, raça/cor, e grau de escolaridade da população do estado. (Com informações da Unicamp)



Mais notícias


Publicidade