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Fase emergencial: veja o que muda com as novas restrições do Estado

Setores terão restrições e outros estão proibidos de funcionar; Prefeitura de Campinas afirmou que adotará medidas

| ACidadeON Campinas -

Fase emergencial começa na próxima segunda-feira (15) (Foto: Karen Fontes/Código19) 

A nova fase emergencial anunciada hoje (11) pelo governo de São Paulo trouxe mais restrições para frear a disseminação da covid-19 devido ao colapso da rede de saúde em diversas cidades. O plano é diminuir a circulação de mais de 4 milhões de pessoas no Estado (veja lista com restrições e permissões abaixo).

Válida por duas semanas, a partir da próxima segunda-feira (15), as medidas são mais duras que as adotadas até o momento na fase vermelha, em vigor desde o dia 6 de março. Vale destacar que a fase segue até o dia 30 de março.

Procurada, a Prefeitura de Campinas informou que vai aguardar a publicação do Decreto Estadual sobre a Fase Emergencial do Plano São Paulo e adiantou que vai seguir as determinações do Estado. Além disso adiantou que amanhã (12) fará uma live para esclarecer todas as medidas que serão adotadas.

SETORES

No total, 14 setores tiveram alteração em relação à fase vermelha, entre eles se destacam o comércio, cultos e campeonatos esportivos, além de alterações nas escolas. Junto com esse endurecimento da quarentena, foi determinado o toque de recolher das 20h às 5h. Na prática, a medida é para desencorajar a circulação de pessoas na rua após esse horário - leia mais aqui.

Segundo o governo, supermercados e farmácias, que estão classificadas como serviços essenciais, seguirão abertos, mas é recomendado que o público evite frequentá-los depois das 20h apenas em situações emergenciais.

Postos de combustível também estão incluídos neste segmento e não tem previsão de horário de fechamento, ou seja, esses setores podem continuar funcionando normalmente por até 24h.

Já a restrição completa proíbe retirada presencial de produtos em restaurantes e lanchonetes, proíbe atendimento presencial em lojas de material de construção. Lojas e restaurantes só poderão fazer entregas pelo sistema em que o consumidor recebe o produto dentro de seu veículo (drive-thru), entre 5h e 20h, ou por serviços de entrega na residência (delivery) por telefone ou aplicativo de internet.

O teletrabalho será obrigatório para todas as atividades administrativas não essenciais. A imposição vale tanto para órgãos públicos como escritórios particulares e serviços de call center.

Segundo o governo estadual, todas as medidas da fase emergencial visam reduzir a circulação de ao menos 4 milhões de pessoas. Além disso, também foi recomendado às Prefeituras um escalonamento de horários de entrada de trabalhadores de atividades essenciais para evitar aglomerações no transporte público. 

Os horários indicados são das 5h às 7h para profissionais da indústria, 7h às 9h para os de serviços e 9h às 11h para os do comércio. 
 
Confira abaixo detalhes das novas restrições em comércios e serviços na fase emergencial
 
ESCRITÓRIOS EM GERAL E ATIVIDADES ADMINISTRATIVAS - Obrigatoriedade de teletrabalho (home office).

COMÉRCIO DE MATERIAL DE CONSTRUÇÃO - Proibido o funcionamento e atendimento presencial, mas ficam liberados os serviços de retirada por clientes com veículo (drive-thru) e entrega na casa do comprador (delivery).

ESTABELECIMENTOS COMERCIAIS (COMÉRCIO EM GERAL) - Somente entrega (delivery) e retirada de automóvel (drive-thru), com proibição de retirada de produtos no local.

REPARTIÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA - Obrigatoriedade de teletrabalho (home office).

RESTAURANTES, BARES E PADARIAS - Somente entrega (delivery) e retirada de automóvel (drive-thru), com proibição de retirada de produtos no local. Mercearias e padarias podem funcionar seguindo as regras de supermercados, com proibição de consumo no local.

TRANSPORTE COLETIVO - Recomendação de escalonamento de horário para os trabalhadores da indústria, serviços e comércio. Os horários de entrada indicados são das 5h às 7h para profissionais da indústria, 7h às 9h para os de serviços e 9h às 11h para os do comércio.

EDUCAÇÃO ESTADUAL, MUNICIPAL E PRIVADA - Recesso da rede estadual por 15 dias, com recomendação para que escolas municipais e privadas sigam o mesmo procedimento.

COMÉRCIO DE PRODUTOS ELETRÔNICOS - Somente entrega (delivery) e retirada de automóvel (drive-thru), com proibição de retirada de produtos no local.

SERVIÇOS DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO - Obrigatoriedade de teletrabalho (home office).

SUPERMERCADOS - Recomendação de escalonamento de horário para os funcionários utilizarem o transporte público para irem ao trabalho (9h às 11h).

HOTELARIA -
Proibição de funcionamento de restaurantes, bares e áreas comuns dos hotéis. Alimentação permitida somente nos quartos.

ESPORTES - Atividades coletivas profissionais e amadoras suspensas.

TELECOMUNICAÇÕES - Teletrabalho (home office) obrigatório para funcionários de empresas de telecomunicação.

ATIVIDADES RELIGIOSAS - Proibição de realização de atividades coletivas como missas e cultos, mas permissão para que templos, igrejas e espaços religiosos fiquem abertos para manifestações individuais de fé.
 
MEDIDAS IMPOPULARES

Em vídeo gravado, o governador afirmou que as medidas que tomaria hoje eram impopulares. "Nossos hospitais estão chegando no limite máximo de ocupação. Temos de adotar medidas mais duras de distanciamento social", afirmou Doria em vídeo distribuído em suas redes.

"Vou honrar o cargo que ocupo, mesmo que isso custe minha popularidade. Vocês me elegeram para cuidar de vocês, não para cuidar de mim", afirmou.

Sobre a situação hospital, de acordo com o secretário estadual de Saúde, Jean Gorinchteyn, 53 municípios paulistas estão com 100% dos leitos ocupados hoje. Na segunda-feira, eram 32 com este potencial. "É a velocidade de instalação na pandemia que compromete a assistência à vida. Hoje estamos com 87,6% de taxa de ocupação no estado." Em média, são 150 novas admissões nos hospitais a cada dia, informou o secretário.

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