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Nova variante circula no Estado de São Paulo e preocupa cientistas

Pesquisas ainda estão sendo feitas, mas cientistas acreditam que ela possa infectar ainda mais pessoas

| ACidadeON Campinas

Variante pode estar em circulação e preocupa por ser mais agressiva (Foto: Denny Cesare/Código19)

Uma pesquisa da Unesp (Universidade Estadual Paulista), em Marília, apontou que a variante P1.2, a mutação da linhagem P.1, que surgiu originalmente em Manaus, já está se espalhando pelo estado de São Paulo. Os cientistas acreditam essa nova variante possa infectar ainda mais pessoas

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A P.1, descoberta inicialmente em Manaus, veio da primeira linhagem a partir do vírus original de 2019. No Brasil, essa variante se espalhou rapidamente, contaminou mais pessoas e fez disparar numero de internações e mortes. Agora, uma nova variante descoberta no Rio de Janeiro deixa o Estado de SP em alerta.

Batizada de P1.2 por vir da variante brasileira, a nova linhagem do vírus foi identificada em cidades do oeste do Estado, como Araçatuba e Presidente Prudente. Ainda não existe registro da variante na região de Campinas, mas os cientistas acreditam que seja pouco provável que a variante saísse do RJ e chegasse ao extremo oeste de SP sem passar por três grandes cidades, como São Paulo, Campinas e Ribeirão Preto.

Segundo o professor pesquisador da Unesp, Vitor Engracia Valenti, a preocupação é pelo fato de que essa nova linhagem pode ser ainda mais contagiosa, pois geralmente traz aprimoramento nos mecanismos de sobrevivência do vírus

"É preocupante esse surgimento da nova variante, primeiro porque ela é originada de uma variante que é mais agressiva, a P.1, e se essa linhagem originou outras linhagens e está crescendo, significa que está começando a concorrer com essa linhagem que está predominante. Da mesma maneira que a P.1 ganhou a concorrência de outras linhagens, a P1.2 pode também ganhar e até reinfectar pessoas pela terceira vez", disse.

Em Ribeirão Preto, os cientistas acreditam que a chance dessa cepa ter chegado na cidade é de 20%, o que reforça a importância da vacinação para controle da transmissão.

"A vacina precisa ser acelerada para controlar a transmissão e principalmente em conjunto com medidas preventivas", disse o pesquisador.  

Estudos feito com as vacinas da Pfizer e Astrazeneca, ambas em aplicação no Brasil, mostraram que o efeito da imunização vale para a maioria das 33 variantes já identificadas no mundo. (Com informações da EPTV)



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