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Motorista que matou idoso disse que não percebeu atropelamento

Ontem, Leo Luiz Ribeiro, de 64 anos, prestou depoimento na delegacia de Valinhos que durou cerca de duas horas e confessou o atropelamento

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Motorista preso prestou depoimento na polícia acompanhado do filho. Foto: Reprodução EPTV

O motorista que confessou ter atropelado e matado o pedreiro Luiz Ferreira da Costa, de 72 anos, ontem (18), durante uma manifestação do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), em Valinhos, vai passar hoje por uma audiência de custódia. Ele está preso em Campinas e vai responder por homicídio doloso, lesão corporal dolosa e também fuga do local de acidente.

Ontem, Leo Luiz Ribeiro, de 64 anos, prestou depoimento na delegacia de Valinhos que durou cerca de duas horas e confessou o atropelamento. Para a polícia, o motorista da caminhonete disse que assim que viu o tumulto, os manifestantes abriram caminho para ele passar, mas logo cercaram o carro. Ele disse à polícia que jogaram pedras e deram pauladas no veículo. "Ele disse que sua reação foi de fuga e que ele não teria, em tese, segundo a versão dele, percebido o atropelamento e teria fugido por medo da situação", disse o delegado de Valinhos, Júlio César Brugnoli, responsável pelas investigações.  
 
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O atropelamento ocorreu na manhã desta quinta-feira na estrada que liga Valinhos a Itatiba. Um grupo de 200 integrantes do MST que moram na ocupação "Acampamento Marielle Vive" localizada às margens da rodovia fazia uma manifestação onde pediam acesso à água para a Prefeitura da cidade. Por volta das 8h, resolveram fechar a passagem dos veículos.

O motorista da caminhonete acabou avançando sobre os manifestantes, matando, ainda no local, o pedreiro Luiz Ferreira e atropelando também o cinegrafista Carlos Felipe Tavares, de 59 anos, que fazia filmagens do ato. "Eu tava super tranquilo filmando, com a câmera na mão, sem nenhum problema, e quando vejo, levo uma pancada inesperada", afirmou. Ele teve ferimentos na cabeça, braço e na perna.

A polícia chegou até o acusado com a ajuda da câmera de monitoramento de um ônibus que estava estacionado no local. Com isso foi possível identificar a caminhonete e encontrar o motorista em Itatiba.   



"A gente conseguiu através de imagens e de informações, o nome, a qualificação, a placa do veículo e conseguimos, felizmente, abordá-lo na cidade de Atibaia", afirmou o delegado. Ele foi levado para a delegacia acompanhado do filho.

O MST contesta a versão do acusado. "Nem foi possível isso. A informação é que ele simplesmente avançou, passou por cima desse senhor e fugiu", disse Nilcio Costa, advogado do MST. Uma testemunha do atropelamento disse que foi intencional. "Na hora que parou os carros dos dois lados, que fomos avançar, a pessoa saiu lá do fundo, na contramão, passou na segunda faixa aí, atropelando as pessoas que estavam começando a sair da calçada pra atravessar a rua. Foi muito rápido também porque, do jeito que parou, ele veio. Do jeito que ele veio, ele nem sinalizou. Ele fez um strike aí no meio da galera", afirmou.

O pedreiro morto será enterrado às 15h30 desta sexta-feira em Hortolândia.  



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