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Menores suspeitos de agressão já estão na Fundação Casa

Ontem, a Justiça determinou a internação provisória de 45 dias dos três adolescentes envolvidos no espancamento

| ACidadeON Campinas

Unidade da Fundação Casa na Vila San Martin onde um dos adolescentes foi encaminhado. Foto: Luciano Claudino/Código 19

Os dois adolescentes envolvidos na agressão em frente ao clube Hípica de Campinas já estão internados em unidades da Fundação Casa da cidade desde a tarde desta quinta-feira. Ontem, a Justiça determinou a internação provisória de 45 dias dos três adolescentes envolvidos no espancamento de outro jovem no começo deste mês.

Um deles foi encaminhado para a Casa Campinas na Vila San Martin e outro para a unidade Amazonas que fica na Vila Georgina. A Justiça determinou que eles ficassem em unidades separadas. O terceiro adolescente envolvido na agressão está internado no Hospital de Clínicas da Unicamp sob escolta da Polícia Militar. Ele teria tido uma crise de ansiedade e está em tratamento.

O caso de espancamento aconteceu no começo deste mês e causou repercussão na cidade. A vítima, também de 17 anos, foi cercada pelos três adolescentes, que avançaram sobre ele. O ataque ocorreu na Rua Buriti, no bairro das Palmeiras, em frente ao clube. Toda a agressão foi gravada por câmeras de segurança do clube e estão em segredo de Justiça.

A vítima sofreu fraturas graves e chegou a ficar internada no hospital após uma cirurgia. A desavença entre os adolescentes ocorreu porque a vítima teria ficado com uma ex-namorada de um dos agressores.

Além da investigação do caso, a polícia apura a participação do pai de um dos adolescentes no caso. Ele teria levado e buscado os adolescentes no local. Ele também não prestou socorro ao jovem agredido que foi socorrido por funcionários do clube.

Os menores foram denunciados por lesão corporal pelo Ministério Público. O juiz da 3ª Vara Criminal, Nelson Augusto Bernardes de Souza, marcou audiência para a próxima segunda-feira.  
 
Segundo a sentença dada nesta quinta-feira, logo após os fatos, a vítima recebeu, via aplicativo, mensagem ameaçadora de autoria de um dos agressores, que alertava o ofendido a não frequentar os mesmos locais.

Ainda na sentença, o juiz afirmou, que o ato "foi praticado com extrema frieza e crueldade". Em seguida a vítima conseguiu sair, mas foi perseguida e agredida novamente "de forma covarde", quando novamente caiu.

O jovem teve fratura de órbita, com grande potencial de sequelas, caso o olho seja lesado ou, ainda que a visão não seja diretamente afetada, haja dificuldade de movimentação ocular pelo mal posicionamento das estruturas orbitárias que a fratura causa. Além disso, a fratura nasal, também pode ser permanente. (Com informações de Hidaiana Rosa/EPTV)

ADVOGADOS  

O advogado Daniel Leon Bialski, que defende um dos suspeitos, se pronunciou através de nota oficial. Confira na íntegra abaixo:  

O advogado esclarece que são totalmente infundadas as acusações contra o menor JPBS e seu pai, o que será devidamente esclarecido pela Justiça, no momento adequado. Ademais, reitera que as imagens das câmeras de vigilância mostram que o pai do mencionado menor apartou a briga e tentou prestar socorro, mas o adolescente ferido preferiu entrar na Hípica, onde seu pai recusou expressamente ser atendido pelo serviço de ambulância daquele clube. A defesa afirmou também que não vai comentar sobre a internação do adolescente.  
 
Confira a nota do advogado Alexandre Cunha que faz a defesa do segundo adolescente apreendido: 

"Entrei na causa a pedido da família, que tem um único objetivo quando me contratou: a ética e a verdade perante à sociedade. O nosso objetivo, e isso que é importante, é a reintegração e a reinserção de todos. Por isso que a defesa tem que ser uma coisa digna, humana. Sobre a internação do menor ele afirmou que não vai comentar".

Já o advogado do adolescente internado na Unicamp não foi encontrado pela reportagem

O CASO  

A vítima sofreu fraturas graves e chegou a ficar internada no hospital após uma cirurgia. A desavença entre os adolescentes ocorreu porque a vítima teria ficado com uma ex-namorada de um dos agressores.  

A vítima saiu de casa e seguia em direção ao clube quando foi cercado pelos outros adolescentes. Após a agressão, o advogado teria voltado ao local e levado os três agressores embora. O jovem agredido foi socorrido por funcionários do clube que chamaram o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência).

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