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Veja os prováveis candidatos a prefeito de Campinas em 2020

Ainda pode parecer cedo, mas partidos já se movimentam para as eleições municipais do ano que vem

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Prefeitura de Campinas (Foto: Divulgação)

As articulações para a eleição de 2020 já estão avançadas em Campinas. Os políticos acreditam que a disputa terá um número considerável de candidatos. A previsão é de uma eleição pulverizada e difícil, já que o Brasil continua enfrentando um momento complicado na política e na economia, o que reflete diretamente nas urnas.

As definições agora são partidárias. Quem fica e quem troca de legenda para entrar na corrida eleitoral. 

Até o fim do ano, os políticos esperam um cenário mais realista de quem serão os concorrentes, mas muitos nomes já foram lançados nos bastidores e colocados no rol de pré-candidatos: Rafa Zimbaldi (PSB), Wanderley Almeida (PSB), Dario Saadi (Solidariedade), Marcio Pochmann (PT), Tenente Santini (PSD), Guilherme Campos (PSD), Pedro Serafim (PRB), Artur Orsi (PSD), Samuel Rossilho (DEM), Juan Quirós (DEM), Carlos Sampaio (PSDB) Marcela Moreira (PSOL) e Teresinha de Carvalho (PTB).

A participação de Hélio de Oliveira Santos (PDT) ainda é uma dúvida, principalmente depois que sua mulher, Rosely Nassim Jorge dos Santos, foi condenada a 17 anos de prisão no julgamento do Caso Sanasa, em setembro deste ano.  

Na última semana, o secretário de Desenvolvimento Econômico, Social e de Turismo de Campinas, André von Zuben, confirmou que é o pré-candidato do partido a prefeito de Campinas para as eleições de 2020 pelo Cidadania. Von Zuben é vereador mas está licenciado da Casa justamente por ocupar a secretaria.   

(Departamento de Arte/ACidadeON)

APOIO

Um dos principais entraves das eleições do ano que vem é conseguir o apoio do próprio partido. No PSB de Jonas, por exemplo, ainda há dúvidas sobre qual candidato vai para a disputa. O prefeito mencionou diversos nomes, entre eles o de Rafa e Wandão, seu secretário e braço direito.

Caso a opção seja por Wandão, Rafa não deve abrir mão de entrar na corrida eleitoral. O deputado estadual pode buscar outra legenda, mas coloca em risco o seu mandato, uma vez que a janela para a troca de partidos beneficia apenas os vereadores.

A Lei dos Partidos Políticos estabelece que apenas os vereadores podem mudar de legenda em 2020, sem o risco de perder seus mandatos por infidelidade partidária, desde que a mudança de partido seja feita durante o período de 30 dias que antecede o prazo de filiação.

Outra incógnita é a candidatura de Tenente Santini pelo PSL. O vereador já tinha feito a transição de parte de sua equipe para a sigla, mas a mudança aconteceu antes dos integrantes da legenda do presidente Jair Bolsonaro iniciarem uma guerra no âmbito nacional. O clã Bolsonaro, inclusive, já cogitou abandonar o partido, escolher outro ou criar um novo grupo.

Se isso acontecer, Santini terá que fazer outra opção. Ele ganhou força no PSL por ser muito próximo da família Bolsonaro. Seu irmão, Vicente Santini, inclusive, é secretário-executivo da Casa Civil. Eduardo e o vereador são bem próximos.

Quando o senador Major Olímpio decidiu abrir mão de comandar o partido no Estado, Eduardo assumiu e impulsionou Tenente Santini. Passou por cima do comando da legenda na cidade, que até então estava nas mãos de André Ribeiro, filho do único vereador do partido na Câmara e colocou na executiva representantes do tenente. Se os Bolsonaros abandonarem o PSL, Santini deverá ir pelo mesmo caminho.

O PSD, por sua vez, atual partido que Tenente Santini, deve lançar candidatura própria. A determinação da legenda é ter um candidatos em cidades com mais de 100 mil habitantes. O nome colocado até agora é de Guilherme Campos. Em 2016, quem disputou a eleição pela sigla foi Artur Orsi. Há incertezas sobre a permanência dele no PSD. Um dos caminhos seria o NOVO.

TUCANOS

Já no ninho tucano, o que se coloca em xeque é a antiga e bem sucedida aliança com o PSB. Um dos combinados era ocupar o cargo de vice e diversos outros postos estratégicos da Administração e, após o segundo mandato de Jonas, figurar com um protagonista. Mas há dúvidas se essa configuração funcionará no próximo ano.

Uma das alternativas seria contar com Dario Saadi, que hoje está no Solidariedade. Saadi, que atualmente é secretário de Esportes e Lazer da Prefeitura, chegou a ter seu nome mencionado por Jonas como um possível candidato do governo, mas até agora, a conversa não avançou.

PT

Muitos esperam que a polarização acentuada entre direita e esquerda continue no ano que vem. Com isso, o petistas também entram na corrida eleitoral com mais confiança, já que estão posicionados hoje como os principais antagonistas ao atual governo, considerado por eles de extrema direita.

Bolsonaro não foi eleito com uma ampla vantagem no ano passado. Ele obteve 55% dos votos válidos no país. Fernando Haddad (PT) recebeu 44%. Já em Campinas a diferença foi mais favorável ao atual presidente. Bolsonaro recebeu 68% dos votos válidos. Haddad, 38%, o que demonstra um cenário mais incerto para o grupo petista.

O PT na cidade tem Marcio Pochmann como nome mais provável na disputa. O economista já disputou a Prefeitura duas vezes. Em 2012, saiu praticamente do zero e chegou no segundo turno com Jonas. Já em 2016 obteve apenas 15% dos votos válidos.

CANDIDATURAS

Em 2016, Campinas registrou nove candidaturas ao cargo de prefeito. Jonas Donizette (PSB), Artur Orsi (PSD), Marcio Pochmann (PT), Marcela Moreira (PSOL), Surya Guimarães (Rede), Jacó Ramos (PHS), Marcos Margarido (PSTU), Edson Dorta (PCO) e Hélio de Oliveira Santos (PDT).

Jonas venceu no primeiro turno, com 65% dos votos válidos. O segundo lugar ficou com Orsi, que obteve 15%.
Naquele ano, Campinas registrou um alto índice de abstenção, brancos e nulos. Do total de eleitores, 185.979 decidiram não votar, o que correspondeu a 22,68%. Outros 141 mil eleitores anularam seus votos ou deixaram em branco.

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