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Majestoso faz 71 anos e ganha homenagem da Ponte Preta

No dia 7 de setembro de 1948 foi realizada a inauguração parcial do Majestoso, e, no dia 12 de setembro, a inauguração oficial

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Estádio Moisés Lucarelli vai completar 71 anos nesta quinta-feira (Foto: Divulgação) 

O Estádio Moisés Lucarelli, da Ponte Preta, vai completar 71 anos nesta quinta-feira (12). Para realizar as comemorações, a diretoria irá fazer um evento onde as placas com nomes de todos os presidentes e presidentes do Conselho serão descerradas no Salão Nobre.

"Inauguraremos na noite de quarta-feira, no Salão Nobre Pedro Pinheiro, duas placas diferentes e igualmente importantes. Em uma estão gravados os nomes de absolutamente todos os 56 presidentes que o clube já teve, da fundação até a atualidade. No outro quadro, serão exibidos os nomes de todos os presidentes dos Conselhos Deliberativos, órgão que junto com a Diretoria Executiva é também responsável pelos destinos da instituição. Todos eles deram seu melhor pela Ponte Preta e merecem ser lembrados", diz José Armando Abdalla Jr, atual presidente da Macaca e ele próprio um ex-presidente do Conselho.

O diretor social alvinegro André Carelli conta que durante a cerimônia de descerramento, que será realizada na quarta-feira para convidados, haverá ainda uma homenagem especial aos presidentes da Macaca.

"Convidamos os nove presidentes do clube que ainda estão vivos para que venham ao evento e entregaremos a eles uma placa especial de agradecimento por tudo que fizeram. Independentemente das conquistas que tiveram e dos obstáculos que precisaram superar, são pessoas que colocaram a Ponte acima de tudo e se dedicaram a ela, por isso merecem reconhecimento", pontua.

O evento também homenageará os 71 anos do estádio e será apresentado um vídeo inédito sobre o Majestoso. "E no dia 12, aniversário do Majestoso e noite de jogo contra o Vila Nova, estrearemos a camisa 3 diante de nosso torcedor com um selo de aniversário do estádio, marcando ainda mais a data. Essa valorização institucional da história da Ponte Preta é importantíssima", pontua Eric Silveira, diretor de marketing alvinegro.

O ESTÁDIO


A história, porém, começou antes disso, quando os amigos Olímpio Dias Porto, José Cantúsio e Moyses Lucarelli (a grafia da época era com y e não com i) reuniram dinheiro para comprar um terreno onde sonhavam construir um grande estádio para seu time.

A obra foi erguida na antiga chácara Maranhão, no bairro Ponte Preta. No local existia apenas uma casinha simples, localizada exatamente onde foi determinado o centro do gramado. O material de construção foi conseguido junto a amigos, empresários (uma curiosidade: apesar de amplamente difundida, a história de que a maioria destes empresários era paulistana não passa de uma lenda) e da famosa "Campanha do Tijolo", que teve início após a terraplanagem.

A campanha movimentou Campinas por quatro anos: durante a semana os caminhões da Companhia Vieira estacionavam na rua Barão de Jaguará para receber doações de material e nos finais de semana a torcida e até jogadores, como Bruninho trabalhava em mutirão na construção do estádio.

A Pedra Fundamental do estádio foi lançada em 13 de agosto de 1944. Os engenheiros responsáveis pelo projeto foram Alberto Jordano Ribeiro, Eduardo Badaró e Mário Ferraris. No dia 7 de setembro de 1948 foi realizada a inauguração parcial do Majestoso em missa campal, e, no dia 12 de setembro, a inauguração oficial do Estádio que recebeu o nome do patrono Moisés Lucarelli.

Por sinal, Lucarelli era modesto e não queria ver seu nome no estádio: a diretoria aproveitou uma viagem do patrono à Argentina para colocar o nome dele, grafado com "i" em vez de "y", na fachada do Estádio hoje tombada pelo Patrimônio Público (em 16 de junho de 2011, o Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Campinas aprovou o tombamento do bloco da fachada entre as torres do Majestoso, decisão apoiada e aplaudida pela Ponte Preta).

O apelido do estádio foi dado pelo jornalista Fernando Pannattoni. Na década de 40, quando a obra foi iniciada, Campinas tinha 140 mil habitantes e o estádio previa um local para abrigar 30 mil. A ousadia do projeto levou o jornalista, que publicava a sessão "Campinas Esportiva" no jornal Gazeta Esportiva, a se referir ao estádio como um empreendimento "majestoso".

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