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PSL estuda expulsão de Ribeiro após ele se negar a deixar base

Partido diz que tomará medidas legais após vereador afirmar na sessão da Câmara que manterá apoio ao governo de Jonas Donizette

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O vereador Edison Ribeiro na Câmara de Campinas (Foto: Arquivo pessoal) 

A diretoria executiva do PSL Campinas estuda expulsar do partido o vereador Edison Ribeiro, após ele afirmar que continuará integrando a base aliada do governo Jonas Donizette (PSB). A fala ocorre apesar do próprio partido ter divulgado há uma semana que deixaria o apoio ao governo do pessebista após sete anos.

Ribeiro se pronunciou sobre o caso na noite da última quarta-feira (10) na sessão da Câmara. Ele, atualmente, é o único vereador da sigla na Câmara de Campinas.

De acordo com o atual presidente do PSL, Ronny Carnauskas, o partido recebeu a fala do vereador com grande surpresa, uma vez que Ribeiro foi cientificado da decisão do partido e que "obviamente tem de respeitar essa decisão".

A nota diz ainda que o partido mantém o posicionamento de não integrar mais a base do governo Jonas Donizette e que tomará as medidas legais. "Avaliamos um procedimento que pode culminar com algumas penalidades, dentre elas, a expulsão", disse Carnauskas.

O PSL diz ainda que "vai continuar trabalhando em prol de um propósito maior para a cidade, e isto independe da postura do
citado Vereador, sendo certo que não nos furtaremos em atuar em quaisquer situações".

BRIGAS INTERNAS

A briga entre a nova presidência do PSL e Edison Ribeiro começou quando Carnauskas assumiu o poder do partido em Campinas. Ele assumiu a sigla no dia 30 de agosto, destituindo o antigo líder, André Ribeiro, filho de Edison Ribeiro.

No dia seguinte, André entrou com uma ação contra a dissolução do Diretório Municipal pelo Diretório Estadual da legenda. Além de atual presidente do PSL, Carnauskas é servidor comissionado do gabinete do Tenente Santini (PSD). O parlamentar, inclusive, agora tem cinco funcionários do seu gabinete na diretoria do partido. Essa guinada indicaria, inclusive, que Santini deve ser candidato a prefeito pelo PSL em 2020. Ele é ligado a Eduardo Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro e presidente estadual do PSL em São Paulo.

Há oito dias, Carnauskas divulgou o novo posicionamento do partido, de deixar o apoio ao governo Jonas. Entre as alegações do PSL estão que o atual prefeito de Campinas foi condenado em 2ª instância por improbidade administrativa e que o partido tem um projeto próprio para 2020.

Reagindo a isso, Ribeiro disse que não sairá da base do governo e tem "absoluta certeza" que pelo Estatuto do Partido ele deve continuar ao lado do chefe do executivo.

COM A PALAVRA, O VEREADOR  

Edison Ribeiro afirmou à reportagem que mantém a ação na Justiça, com seu filho, para restituir o poder do partido em Campinas e que a destituição não respeitou regras como uma convenção partidária. Segundo ele, um político eleito deve ter a preferência para presidir o diretório e comissões provisórias. 

"Eles não têm legitimidade de ficar no partido. É um grupo dentro do gabinete do Santini. Estamos com o diretório há oito anos, as coisas não são assim", disse ele.

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