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Vereadores querem "limpar a barra" após aprovação de benefícios

Parlamentares se apoiam em pautas positivas para minimizar linchamento em redes sociais após aprovação de "pacote de bondades"

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Pacote de bondades foi aprovada pela Câmara no começo do mês. Foto: Divulgação Câmara

Com o prefeito Jonas Donizette (PSB) desgastado e com crises profundas na cidade de Campinas, especialmente na Saúde, os vereadores correm contra o tempo para "limpar" suas imagens em seus redutos eleitorais de olho em 2020.

Não bastassem os conflitos gerados pelo Executivo, os parlamentares também assistiram a queda da popularidade, principalmente nas redes sociais, após terem aprovado o vale-alimentação para comissionados no valor de R$ 1,4 mil mensais e reduzido a carga horária de 8 horas para 6 horas semanais dos servidores.

Em plena crise no Brasil e com o índice de desemprego explodindo, o pacote de bondades, encabeçado pelo presidente da Câmara, Marcos Bernardelli (PSDB), não foi bem digerido pela população de Campinas, que continua a crítica em massa nas redes sociais.

Bernardelli se empenhou pessoalmente na aprovação, já que a concessão dos benefícios era uma promessa de campanha quando disputou a Presidência da Casa.

Apesar das críticas, alguns vereadores acreditam que Bernardelli não sofrerá rejeição nas urnas, caso decida tentar a reeleição no ano que vem. "Ele tem um reduto muito específico que é a maçonaria. Ele continuará tendo votos. O projeto não precisaria ser aprovado neste momento", disse um parlamentar.

Só no ano passado, Bernardelli apresentou 46 pautas ligadas à Maçonaria na Câmara de Campinas, entre honrarias e votos de aplausos. Este ano, até a última sexta-feira (17), o sistema da Câmara acumulava 15 ligadas à maçonaria de autoria do tucano.

TEXTÃO

Nas redes sociais, em posts recentes dos vereadores, é comum achar comentários com o placar da votação do pacote de bondades seguido de "canalhas", como na página do vereador Edison Ribeiro (PSL). Já entre o bloco da oposição, os parlamentares tiveram que explicar porque foram favoráveis.

Alguns optaram por um "textão". Pedro Tourinho (PT), por exemplo, alegou que o vale-alimentação seria concedido em troca de um reajuste salarial não aplicado nos últimos dois anos, o que geraria economia aos cofres públicos, mesmo discurso adotado institucionalmente pela Câmara e por outros legisladores. Sobre a redução de horas trabalhadas, a justificativa foi de isonomia entre os novos e antigos concursados.

Vale lembrar que mesmo com a aprovação do vale-alimentação de R$ 1,4 mil, os comissionados e concursados vão pleitear correções salariais nos próximos anos. A troca do reajuste é referente apenas aos últimos dois anos.

CONFIANÇA

Com confiança na memória curta do eleitores, os vereadores tentam agora se segurar em pautas que possam melhorar suas imagens. Como o governo não consegue diretamente melhorar a condição da Saúde na cidade e as queixas dos moradores em relação à superlotação dos hospitais, falta de remédios e consulta só aumentam, a saída é explorar pautas ligadas ao tema.

Nesta semana, os integrantes da Comissão de Constituição e Legalidade aprovaram o Programa Mais Médicos Campineiro. Apesar de ser de autoria do Executivo, os vereadores também querem colher o louros da proposta com agilidade para a votação.

O projeto cria 120 vagas para médicos, com bolsa de R$ 11 mil e carga horária de 40 horas semanais. Os profissionais terão à disposição curso de especialização lato sensu ou programa de residência médica (ambos em medicina de família e comunidade), em parceria com as Faculdades de Medicina da Unicamp, PUC Campinas e São Leopoldo Mandic, e com a Rede Mário Gatti de Urgência, Emergência e Hospitalar.

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